Mayra Castro
Assessoria de Comunicação AMM
O encontro foi realizado diante dos relatos de dificuldades enfrentadas por municípios, hospitais e profissionais de saúde após as alterações no sistema.

A Associação Mineira de Municípios (AMM) promoveu, nesta sexta-feira (12/6), o webinário “CORE Saúde: o que mudou e como proceder?”, para orientar gestores e equipes municipais sobre as mudanças na Central de Operações para Regulação Estadual (CORE/MG). O sistema é responsável por organizar a regulação do acesso à assistência de urgência e emergência no âmbito do SUS/MG, garantindo o direcionamento adequado dos pacientes aos serviços de saúde.
O encontro foi realizado diante dos relatos de dificuldades enfrentadas por municípios, hospitais e profissionais de saúde após as alterações no sistema, especialmente em relação à regulação de leitos, transferências, Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs), perfis de acesso e suporte técnico.
Na abertura, o presidente da AMM e prefeito de Iguatama, Lucas Vieira, destacou que a entidade reconhece a complexidade de processos de mudança, mas alertou para os impactos provocados na assistência à população. “A gente entende que toda mudança gera um pouco de transtorno, mas que, nesse caso, por se tratar de vidas e de sistema de saúde, já fugiu da razoabilidade”, afirmou.
O webinário contou com a participação de Renan Guimarães de Oliveira, subsecretário de Acesso a Serviços de Saúde; Laura Guerra Pinheiro Reis, gerente do Projeto Regulação 4.0; Nícolas Vinícius Rodrigues Veras, pesquisador do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN); Juliana Marinho, assessora técnica de saúde da AMM; além do presidente da entidade, Lucas Vieira.
Principais pontos
Durante o encontro, foram discutidos os principais pontos de atenção apresentados pelos municípios. Entre eles, estão as dificuldades na emissão e no acompanhamento das AIHs, especialmente nos casos de transferências e autorizações subsequentes, o que impacta diretamente o faturamento dos hospitais e a sustentabilidade financeira dos prestadores.
Também foram relatadas limitações nos perfis de acesso para supervisores de leitos, autorizadores e equipes administrativas, além da demora no retorno aos chamados técnicos. Em muitas situações, municípios e hospitais informaram a necessidade de contatos telefônicos constantes para confirmar aceites, direcionamentos e movimentações de pacientes, o que evidencia a necessidade de ajustes para garantir mais segurança, previsibilidade e agilidade na assistência.
Outro ponto de preocupação é o encaminhamento de pacientes para unidades fora das grades de referência e das pactuações previamente estabelecidas, bem como registros de aceites sem a devida ciência dos prestadores ou sem confirmação efetiva da disponibilidade de leitos. Segundo os relatos, essas situações geram insegurança para gestores, hospitais e profissionais de saúde, podendo comprometer a organização regional da rede assistencial.
Preocupações
A AMM também levou ao Estado a preocupação dos municípios quanto ao fortalecimento dos canais de suporte técnico da CORE. Gestores e equipes municipais têm relatado dificuldades para obter retorno às demandas encaminhadas, tanto por telefone quanto por canais digitais, ampliando os impactos operacionais na regulação e na gestão dos leitos hospitalares.
A assessora técnica de saúde da AMM, Juliana Marinho, reforçou que a entidade seguirá acompanhando as demandas dos municípios e atuando como ponte com o Governo do Estado para contribuir com o aprimoramento do sistema.
O webinário está disponível na íntegra no canal da AMM no YouTube. https://www.youtube.com/watch?v=63_ehRS4oOM