Saúde da mulher: aprovado protocolo e diretrizes da endometriose
Assessoria de Comunicação da AMM
Associação Mineira de Municípios
Os gestores municipais do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme as competências e pactuações, deverão estruturar a rede assistencial

Os cuidados com a saúde do aparelho reprodutor feminino ganham reforço com a aprovação do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Endometriose, por meio da portaria conjunta SAES/SAPS/SCTIE Nº 54, de 2 de junho de 2026. O tema volta ao debate após a comemoração do Dia Nacional da Saúde (5/8), com orientações sobre as ações e cuidados com a saúde da mulher.
No Protocolo, disponível aqui, gestores e servidores públicos têm acesso ao conceito geral da endometriose, critérios de diagnóstico, de inclusão e exclusão, tratamento e mecanismos de regulação, controle e avaliação a serem utilizados pelas Secretarias de Saúde dos municípios na regulação do acesso assistencial, autorização, registro e ressarcimento dos procedimentos correspondentes.
É obrigatória a cientificação do paciente, ou do responsável legal, dos potenciais riscos e efeitos colaterais (efeitos ou eventos adversos) relacionados ao uso de procedimento ou medicamento preconizados para o tratamento da endometriose.
Os gestores municipais do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme as competências e pactuações, deverão estruturar a rede assistencial, definir os serviços referenciais e estabelecer os fluxos para o atendimento dos indivíduos com essa doença em todas as etapas descritas na portaria.
Endometriose
Conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em todo o mundo, a endometriose afeta 176 milhões de mulheres, sendo mais de sete milhões somente no Brasil. A doença é comum e benigna e ocorre quando o endométrio (mucosa que reveste a parede interna do útero) cresce em outras regiões do corpo.
Tipos de endometriose
A endometriose não é igual em todas as mulheres – a forma e a profundidade das lesões variam bastante. De maneira geral, ela é dividida em três apresentações principais:
- Endometriose superficial (peritoneal): são focos finos, na superfície do peritônio que recobre a pelve. É a forma mais comum e, em muitos casos, mais difícil de ver em exames de imagem;
- Endometrioma ovariano: é o cisto de endometriose no ovário, popularmente chamado de "cisto de chocolate" por causa do sangue antigo acumulado. Costuma ser visível no ultrassom;
- Endometriose profunda (infiltrativa): as lesões penetram mais de 5 mm e podem atingir o intestino, a bexiga, os ureteres e os ligamentos do útero; é a forma que mais exige planejamento cirúrgico;
- Vale citar uma "prima" da doença: a adenomiose, em que o tecido endometrial cresce dentro da própria parede muscular do útero, aumentando o volume e causando cólicas fortes e fluxo intenso. Endometriose e adenomiose podem coexistir, e o tratamento de base é parecido.
Sintomas: muito além da cólica
O sintoma mais conhecido é a cólica menstrual intensa (dismenorreia), mas a doença vai além disso. Os sinais mais importantes são:
- Dor pélvica crônica, em geral cíclica (piora perto e durante a menstruação), mas que pode se tornar constante;
- Dor durante ou após a relação sexual (dispareunia), sobretudo na penetração profunda;
- Dor ao evacuar (disquezia) e ao urinar (disúria), principalmente no período menstrual, quando a doença atinge o intestino ou a bexiga;
- Alterações intestinais no período menstrual, como diarreia, prisão de ventre e inchaço;
- Sangramento menstrual intenso e cansaço importante;
- Dificuldade para engravidar – estima-se que a endometriose esteja presente em 20% a 50% das mulheres com infertilidade.
Confira a portaria aqui.
Saiba mais sobre o assunto aqui.
Mais informações com a assessora técnica de Saúde da AMM, Juliana Marinho, pelo WhatsApp (31) 2125-2400.
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