Decisão do CNJ sobre precatórios pode beneficiar municípios de todo o país
Departamento de Comunicação AMM
Assessoria de Comunicação AMM

Uma recente decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pode representar um avanço para os municípios brasileiros no que se refere ao pagamento de precatórios. O CNJ concedeu liminar suspendendo temporariamente as punições aplicadas contra a Prefeitura de São Paulo (SP) em disputa com o Tribunal de Justiça do Estado (TJSP), relacionada ao plano de pagamento de 2025.
O município paulista solicitou ao CNJ o ajuste do plano às novas regras estabelecidas pela Emenda Constitucional (EC) nº 136/2025, que alterou o cálculo do limite de gastos com precatórios. A EC 136/2025, promulgada em setembro, determina que o valor destinado ao pagamento dessas dívidas judiciais deve ser calculado com base em um percentual da receita corrente líquida, escalonando os pagamentos conforme o montante devido.
Com essa mudança, municípios com menor estoque de precatórios terão prestações menores a quitar, o que possibilita maior equilíbrio fiscal e previsibilidade orçamentária para as gestões locais.
Orientação
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) acompanha o tema e defende a aplicação imediata da emenda, além de atuar junto ao CNJ para que seja publicada uma resolução com entendimento uniforme sobre a nova forma de cálculo em todo o país. A entidade também orienta que os municípios avaliem a possibilidade de recorrer ao Conselho, considerando o precedente favorável à Prefeitura de São Paulo.
O presidente da AMM e prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, destaca que a decisão reforça o reconhecimento das dificuldades enfrentadas pelos gestores municipais e representa uma conquista importante para o movimento municipalista:
“Essa liminar abre um precedente importante e traz alívio para os gestores que enfrentam grandes desafios fiscais. É fundamental que as novas regras da Emenda Constitucional sejam aplicadas de forma justa e uniforme, garantindo que os municípios possam honrar seus compromissos sem comprometer os serviços essenciais à população”, afirmou Falcão.
A Associação Mineira de Municípios (AMM) reforça a importância da decisão e destaca que ela pode beneficiar diretamente os municípios mineiros, garantindo mais segurança jurídica e melhor planejamento financeiro no cumprimento das obrigações judiciais.
Com informações da Agência CNM de Notícias


