Outubro Rosa mobiliza mulheres contra o câncer de mama e colo do útero
Assessoria de Comunicação da AMM
Associação Mineira de Municípios
A campanha acontece de 1º a 31 de outubro e concentra ações de conscientização sobre a doença e diagnóstico precoce

Há 36 anos, teve início a campanha “Outubro Rosa” para conscientizar as mulheres sobre os benefícios da mamografia e do ultrassom de mamas como exames de rotina e, principalmente, para tratamento adequado do câncer de mama. Nos últimos anos, a mobilização envolve, também, ações de sensibilização sobre os ricos do câncer de colo do útero.
O Outubro Rosa 2026 tem o foco em informação de qualidade, mobilização social e, principalmente, diagnóstico precoce. Em um cenário em que o Brasil registra 73,6 mil novos casos de câncer de mama por ano, falar do tema é uma forma concreta de salvar vidas.
O câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer que mais acomete mulheres no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma, e é a quarta causa de morte por câncer entre as mulheres no país (Instituto Nacional de Câncer, 2026).
Quando a doença é identificada no início, as chances de cura podem superar 95% em muitos casos. O objetivo é reduzir a mortalidade por câncer de mama e colo do útero por meio de conscientização e ações que favoreçam o cuidado contínuo, e não só “uma lembrança em outubro”.
A campanha acontece de 1º a 31 de outubro e concentra ações de conscientização sobre a doença e diagnóstico precoce.
Câncer de mama
O câncer de mama ocorre quando células mamárias sofrem mutações e passam a se dividir sem controle, podendo invadir tecidos próximos e órgãos distantes (metástases).
Sintomas
- Nódulo endurecido e fixo na mama ou axila.
- Alterações na pele da mama (casca de laranja, vermelhidão).
- Mudança no formato do mamilo ou retração.
- Secreção sanguinolenta pelo mamilo.
- Inchaço ou alteração no tamanho da mama.
Fatores de risco
- Idade acima de 40 anos.
- Histórico familiar ou mutações genéticas (BRCA1/BRCA2).
- Menarca precoce e menopausa tardia.
- Obesidade, álcool e sedentarismo.
- Terapia hormonal prolongada.
Exames
Com o novo direcionamento do Ministério da Saúde, passam a valer as seguintes diretrizes para mamografia:
- Mulheres de 40 a 49 anos: passam a ter direito ao exame, a partir de decisão conjunta com profissional de saúde, mesmo sem sinais ou sintomas.
- Faixa de 50 a 74 anos: segue com rastreamento regular a cada dois anos, mas agora com a faixa etária estendida até os 74 anos.
- Acima de 74 anos: a indicação será personalizada, considerando histórico clínico e expectativa de vida.
Câncer de colo do útero
O câncer de colo de útero, também chamado de câncer cervical, ocorre quando as células passam a se multiplicar de forma desordenada, formando um tumor maligno. Ele se desenvolve lentamente e pode ser diagnosticado por meio do exame ginecológico e toque vaginal, papanicolau, colposcopia e biópsia. Não há limite mínimo nem máximo de idade para as mulheres que precisam fazer o rastreamento para identificar o câncer de colo do útero.
Causas e fatores de risco
- A principal causa é a infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), especialmente os tipos de alto risco.
- Idade avançada (mais de 45 anos)
- Tabagismo
- Uso prolongado de contraceptivos orais
- Histórico de doenças sexualmente transmissíveis
- Imunodeficiência
- Múltiplos parceiros sexuais ou parceiro de alto risco
Sintomas
Nos estágios iniciais, o câncer pode ser assintomático. Com a progressão da doença, podem surgir sinais como:
- Sangramento vaginal fora do período menstrual ou após relações sexuais
- Corrimento vaginal com odor desagradável
- Dor abdominal ou sensação de pressão na região pélvica
- Perda de peso inexplicável, cansaço excessivo, inchaço nas pernas e alterações urinárias ou intestinais
A AMM apoia a campanha e convida as mulheres a cuidarem da saúde das mamas e do útero e a mobilizarem familiares e amigas para, juntas, fazerem os exames necessários neste Outubro Rosa.
Mais informações
*INCA: https://www.gov.br/inca/pt-br
*SBM: https://sbmastologia.com.br/
*Estudo câncer de colo do útero (aqui).
Assessora técnica de Saúde da AMM, Juliana Marinho, WhatsApp (31) 2125-2400.

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