Mês de outubro é dedicado também à prevenção da obesidade
Assessoria de Comunicação da AMM
Associação Mineira de Municípios
O planejamento das ações nos municípios é fundamental para a saúde da população, como o incentivo à alimentação saudável e à prática de atividade física

Conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do cuidado com a obesidade, além de promover hábitos de vida mais saudáveis, são os objetivos do Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, celebrado em 11 de outubro.
A data foi instituída pela Lei nº 11.721/2008 (leia aqui) e, no ano passado, foi publicado o Decreto 12.680/2025 (leia aqui), que institui a Estratégia Intersetorial de Prevenção da Obesidade. O documento trata do reconhecimento da obesidade como uma doença crônica, sendo um problema de saúde pública e social que requer ações articuladas entre diferentes setores e esferas de governo.
Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um importante problema de saúde pública, a obesidade tem causas que envolvem fatores genéticos, metabólicos, ambientais, sociais, culturais e comportamentais.
Realidade preocupante
O aumento da obesidade no Brasil tem chamado a atenção de profissionais e autoridades de saúde. Nas últimas décadas, a prevalência do excesso de peso e da obesidade cresceu de forma significativa, acompanhando mudanças no estilo de vida da população, como alterações nos padrões alimentares, maior consumo de alimentos ultraprocessados e redução da prática regular de atividades físicas.
No Brasil, o percentual de pessoas com mais de 25 anos obesas passou de 7,8% para 27,7%, aumento de 20 pontos percentuais. Entre os países da América-Latina, o Brasil ficou em primeiro lugar com o maior crescimento da obesidade. Os dados fazem parte da pesquisa Carga Global de Doenças (GBD, do inglês Global Burden of Disease), da revista The Lancet.
Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), referentes a 2025 e baseados no acompanhamento da Atenção Primária à Saúde do SUS, mostram a dimensão do problema: entre os adultos acompanhados, 36,3% apresentavam obesidade e 70,9% estavam acima do peso.
No cenário mundial, mais de um bilhão de pessoas vivem com obesidade, incluindo adultos, crianças e adolescentes. Pode afetar pessoas de todas as idades e está associada ao maior risco de diversas condições de saúde, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, doença hepática gordurosa e alguns tipos de câncer.
Além dos impactos físicos, é importante considerar os efeitos do estigma e do preconceito relacionados ao peso. A discriminação pode afetar a autoestima, o bem-estar emocional e a qualidade de vida das pessoas que vivem com obesidade.
Ações nos municípios
O planejamento das ações nos municípios é fundamental para a saúde da população:
- Promoção de ambientes alimentares saudáveis: Incentivar a construção e manutenção de espaços públicos e privados que favoreçam a alimentação saudável e a prática de atividade física.
- Acesso a alimentos naturais e minimamente processados: Garantir que os moradores tenham acesso a uma variedade de alimentos saudáveis e a baixas taxas de processamento.
- Redução do consumo de alimentos ultraprocessados: Implementar campanhas e programas que incentivem a redução do consumo de alimentos ultraprocessados.
- Atividade física: Promover a prática regular de atividades físicas e oferecer espaços para que os moradores possam praticar esportes e lazer.
- Conscientização sobre os impactos da obesidade: Criar campanhas educativas que informem a população sobre os riscos da obesidade e incentivem a adoção de hábitos saudáveis.
Essas ações são fundamentais para a prevenção da obesidade e para a promoção da saúde pública em comunidades. É importante que os municípios se alinhem com as diretrizes estabelecidas pelo governo federal e busquem recursos orçamentários para garantir a implementação contínua e eficaz das ações de prevenção da obesidade e promoção da segurança alimentar e nutricional.
O cuidado deve ser individualizado e contínuo, respeitando a realidade, as necessidades e as condições de cada pessoa.
Assistente técnica de Saúde da AMM, Ana Flávia Martins, WhatsApp (31) 2125-2400.

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