Especialistas alertam alta de diagnósticos tardios de câncer de mama
Assessoria de Comunicação da AMM
Associação Mineira de Municípios
Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam para mais de 8 mil novos casos de câncer de mama em Minas

Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam para mais de 8 mil novos casos de câncer de mama em Minas, por ano, entre 2026 e 2028. No país, serão mais de 78 mil. Dados do Hospital Alberto Cavalcanti (HAC), da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), mostram que nos últimos três anos, 10.947 mulheres foram atendidas na unidade, com diagnóstico da doença e quase mil foram internadas para tratamento. Das internações, cerca de um terço eram de pacientes com menos de 50 anos de idade.
Estudos associados a essas estatísticas revelam que, nos últimos anos, o número de mortes por câncer de mama tem crescido entre mulheres com menos de 50 anos. Além disso, mais da metade dos diagnósticos, em todas as faixas etárias, foram realizados nos estágios três e quatro, que são os mais avançados.
A coordenadora do Serviço de Mastologia do HAC, Larissa Aquino, ressalta que quando a doença é descoberta e tratada nos estágios iniciais, as chances de cura ultrapassam os 90%. Por isso, é fundamental a consulta médica regular, aliada ao autocuidado.
“O autoexame vai identificar lesões palpáveis, que têm mais de dois centímetros e que são doenças mais avançadas. A mamografia vai identificar doenças muito iniciais. O exame de rastreamento é que faz um diagnóstico muito antes que o autoexame”. (OLHO)
De acordo com a médica, o câncer de mama permanece como o tipo mais frequente e a primeira causa de morte por câncer em mulheres no Brasil. Daí a importância de datas como o “Outubro Rosa”, campanha internacional para conscientizar a população para a prevenção e o diagnóstico precoce.
Relatório do Inca, divulgado no início do ano, mostra que, somados todos os tipos de câncer, a doença já pode ser considerada um dos maiores desafios para a saúde pública no país, como também pode vir a ser a principal causa de óbitos no futuro, ultrapassando até mesmo as mortes por doenças cardíacas.
A mastologista explica que hábitos de vida saudáveis são fatores protetores, pois reduzem riscos associados ao câncer, que tem mais de 90% de origem espontânea (devido ao acúmulo de defeitos no DNA). O restante tem causa hereditária: a pessoa nasce com genes herdados dos pais, que podem contribuir para que a doença se desenvolva.
A incidência do câncer de mama em mulheres jovens costuma estar relacionada a essa última causa, mas, de modo geral, o câncer acompanha o envelhecimento da população. Quanto mais velha a pessoa, maiores as chances da enfermidade.
“Praticar atividade física, não fumar, não usar álcool, engravidar mais jovem, amamentar, são fatores protetores. Temos que pensar no que podemos mudar, porque o que é da nossa genética não temos como alterar", pontua a médica.

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