Campanha chama atenção para a gravidez na adolescência
Assessoria de Comunicação da AMM
Associação Mineira de Municípios
Adolescentes em situação de pobreza, com menor acesso à educação e aos serviços de saúde, continuam mais expostas à gravidez sem planejamento

De 16 a 22 de setembro, as equipes da área de Saúde desenvolvem ações específicas para a Semana Latino-Americana de Prevenção da Gravidez na Adolescência, um período de conscientização sobre os desafios e as consequências da gravidez na adolescência, especialmente entre meninas em situação de vulnerabilidade.
O Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC/Ministério da Saúde) registra mais de 270 mil nascimentos por ano de mães adolescentes. Em média, uma a cada 23 adolescentes, de 15 a 19 anos, torna-se mãe, anualmente no País.
A taxa de fecundidade é de aproximadamente 43,6 nascimentos por mil meninas, de 15 a 19 anos, valor considerado elevado e superior à média global de países de renda média alta.
A gravidez na adolescência pode aumentar os riscos de complicações durante a gestação e o parto, além de estar associada à prematuridade e ao baixo peso ao nascer. As consequências também ultrapassam a dimensão da saúde: muitas adolescentes enfrentam dificuldades para permanecer na escola, ingressar no mercado de trabalho e construir um projeto de vida, contribuindo para a manutenção de ciclos de pobreza, desigualdade e exclusão social.
Embora a gravidez na adolescência seja um fenômeno global e os índices tenham apresentado redução em diversas regiões, os avanços não acontecem de forma igual para todos. Adolescentes em situação de pobreza, com menor acesso à educação e aos serviços de saúde, continuam mais expostas a esse risco.
Por isso, a prevenção exige informação, educação, acesso aos serviços de saúde, proteção contra a violência e garantia dos direitos de crianças e adolescentes. Criar oportunidades e fortalecer a autonomia de meninas e adolescentes é fundamental para que possam fazer escolhas conscientes e construir os projetos de vida.
Objetivos da campanha
- Proteger meninas e adolescentes contra a violência e o abuso sexual;
- Prevenir casamentos e uniões infantis e precoces;
- Ampliar o acesso à informação, à educação e aos serviços de saúde;
- Garantir os direitos de crianças e adolescentes;
- Promover a igualdade de gênero e combater as desigualdades;
- Fortalecer a autonomia e os projetos de vida de meninas e adolescentes.
Fonte para pesquisa: paho.org
Assistente técnica de Saúde da AMM, Ana Flávia Martins, WhatsApp (31) 2125-2400.






