Boletim do IPEAD de setembro reúne indicadores da economia mineira
Assessoria de Comunicação da AMM
Associação Mineira de Municípios
Publicação apresenta dados sobre atividade econômica, emprego, custo de vida e confiança das famílias, com informações para o planejamento dos municípios

O Boletim de Conjuntura Econômica do IPEAD, referente a setembro de 2026, reúne indicadores que ajudam a compreender o cenário econômico de Minas Gerais e seus reflexos na gestão municipal. O material é resultado do Termo de Cooperação Técnica nº 05/2025 entre a Fundação IPEAD e a Associação Mineira de Municípios (AMM).
A edição destaca o crescimento da economia mineira no segundo trimestre, impulsionado pela agropecuária, além de dados sobre geração de empregos, inflação, custo da cesta básica e confiança dos consumidores. As informações contribuem para o acompanhamento da conjuntura econômica e para o planejamento de políticas públicas nos municípios.
Agropecuária impulsiona a economia mineira
O Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais cresceu 3,0% no segundo trimestre de 2026, com destaque para a agropecuária, que avançou 43,7%, impulsionada pelas colheitas de café e milho. O resultado reforça a importância do setor para os municípios de base agrícola. No mesmo período, a indústria recuou 0,4% e o comércio apresentou queda de 0,3%.
Minas Gerais amplia a geração de empregos
Em julho, o estado registrou a criação de 5.199 vagas formais de trabalho, principalmente nos setores da construção, com 3.337 postos, e da agropecuária, com 1.323. No acumulado do ano, Minas Gerais se aproxima de 114 mil novos empregos formais.
No cenário nacional, a taxa de desemprego caiu para 5,3%, o menor nível para o período em toda a série histórica, segundo os dados apresentados no boletim.
Custo de vida apresenta recuo em Belo Horizonte
A cesta básica em Belo Horizonte registrou queda de 0,25% em agosto, chegando a R$ 757,19, valor equivalente a 46,71% do salário mínimo. Entre os produtos que contribuíram para a redução estão a batata, com recuo de 10,94%; o feijão, com 6,26%; e o café, com 2,20%.
O IPCA de Belo Horizonte também apresentou resultado negativo em agosto, com queda de 0,16%. Em 12 meses, o indicador acumulou alta de 4,21%.
Confiança das famílias exige atenção
O Índice de Confiança do Consumidor de Belo Horizonte (ICC-BH) caiu 5,60%, chegando a 42,12 pontos. A retração foi acompanhada pela piora na percepção das famílias sobre a situação econômica do país, que recuou 11,47%, e sobre o emprego, com queda de 8,42%.
O indicador sinaliza maior cautela dos consumidores, cenário que pode afetar o comércio e a circulação de recursos na economia local.
Juros e desenvolvimento em pauta
A análise setorial do boletim aponta que a postura mais restritiva do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, reduz o espaço para novos cortes da taxa básica de juros brasileira, a Selic, indicada na publicação em 13,75%.
A perspectiva de manutenção de juros elevados por mais tempo merece atenção dos gestores municipais, especialmente no planejamento de investimentos e na avaliação de operações de crédito.
A edição também traz artigo de opinião de José Reginaldo Inácio, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), sobre reindustrialização, transição justa e saúde mental no trabalho, temas relacionados às políticas de emprego e desenvolvimento.
Acesse o boletim completo:
https://site.ipead.face.ufmg.br/divulgacoes/boletim-conjuntura-economica-ap/

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