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União reconhece situação de emergência em 64 cidades mineiras afetadas pela febre amarela

O Governo Federal reconheceu situação de emergência em 64 cidades devido ao surto de febre amarela. As portarias foram publicadas no Diário Oficial da União do dia 20 de fevereiro.

Entre os critérios para reconhecimento da situação de emergência está a dificuldade no controle da doença, a existência de danos humanos consideráveis e a possibilidade de se normalizar a situação a partir do apoio complementar dos governos estaduais ou federal.

As cidades em situação de emergência são: Água Boa; Aimorés; Alpercata; Alvarenga; Bom Jesus do Galho; Caraí; Caratinga; Chalé; Conceição de Ipanema; Conselheiro Pena; Coronel Fabriciano; Durandé; Entre Folhas; Espera Feliz; Frei Gaspar; Frei Lagonegro; Governador Valadares; Imbé de Minas; Inhapim; Ipaba; Ipanema; Ipatinga; Itaipé; Itambacuri; Itanhomi; Itueta; José Raydan; Ladainha; Lajinha; Malacacheta; Manhuaçu; Manhumirim; Martins Soares; Mutum; Nanuque; Novo Cruzeiro; Orizânia; Padre Paraíso; Peçanha; Piedade de Caratinga; Pocrane; Poté; Reduto; Resplendor; Santa Bárbara do Leste; Santa Maria do Suaçuí; Santa Rita de Minas; Santa Rita do Itueto; Santana do Manhuaçu; Santana do Paraíso; São João do Manhuaçu; São João da Manteninha; São João Evagelista; São José do Jacuri; São José do Mantimento; São Pedro do Suaçuí; São Sebastião do Maranhão; Setubinha; Simonésia; Taparuba; Tarumirim;Teófilo Otoni e Ubaporanga.

Dados

Até o momento, Minas Gerais soma 1.012 notificações para febre amarela. Destas, 57 foram descartadas e 220 são casos confirmados. As mortes que tiveram confirmação para a doença são 78, mas mais 96 casos continuam sendo investigados.

A febre amarela é causada por um vírus da família Flaviviridae e ocorre em alguns países da América do Sul, América Central e África. No meio rural e silvestre, a febre é transmitida pelo mosquito Haemagogus. Já em área urbana, o vetor é o Aedes aegypti, o mesmo da dengue, zika e febre chikungunya. Segundo dados do Ministério da Saúde, a transmissão da febre amarela no Brasil não ocorre em áreas urbanas desde 1942. Por enquanto, nenhum dos casos em Minas Gerais é considerado urbano.

Combate

A principal medida de combate à doença é a vacinação da população. O imunizante é ofertado gratuitamente nos postos de saúde por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A aplicação ocorre em dose única, devendo ser reforçada após dez anos. No caso de crianças, o Ministério da Saúde recomenda a administração de uma dose aos nove meses e um reforço aos quatro anos.

Recursos da União

O Ministério da Saúde está liberando R$ 40 milhões aos municípios mais afetados pela febre amarela no País. Desse total, R$ 7,4 milhões serão destinados a Minas Gerais, sendo R$ 1,5 milhão para o Estado e R$ 5,9 milhões para as cidades de Ipatinga, Caratinga e Teófilo Otoni. Ainda não há confirmação da liberação de verbas para os demais municípios.

Com informações da Agência Brasil e do Portal Brasil.

Publicado em 21 de fevereiro de 2017.