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Secretaria de Saúde reforça medidas de prevenção e tratamento da sífilis

Uso do preservativo é a principal forma de evitar infecções sexualmente transmissíveis

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) alerta para a importância da adoção de medidas de prevenção e tratamento para os casos de sífilis registrados no Estado. O uso de preservativos durante relações sexuais é a principal forma de prevenção, mas o diagnóstico e o tratamento precoces também são importantes para o controle da doença.

A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum e transmitida por meio de relação sexual. Em alguns estágios, não apresenta sintomas. Se não tratada a tempo, a doença evolui para formas mais graves, podendo comprometer o sistema nervoso central, o sistema cardiovascular, os aparelhos respiratório e gastrointestinal, além de órgãos como olhos, pele e ossos. Em 2021, foram registrados 22.728 casos de sífilis no Estado. Em 2020, foram 19.510.

Com o objetivo de fortalecer o controle da infecção, foram repassados aos 853 municípios mineiros, em 2021, recursos para a execução das ações previstas no Plano de Enfrentamento à Sífilis no Estado de Minas Gerais, que incluem reforço das medidas de prevenção e vigilância e busca ativa de casos. Além disso, são distribuídos insumos preventivos, como preservativo masculino, feminino e teste rápido, e medicamentos para o tratamento, que é garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Formas de transmissão

A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada, conhecida como transmissão adquirida, ou ser transmitida para a criança durante a gestação ou parto, classificada como transmissão gestante e congênita.

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), atualizados em 10/02/2022, apontam que em 2020 foram diagnosticados 12.775 casos de sífilis adquirida, 4.994 casos de sífilis em gestantes e 1.741 casos de sífilis congênita em Minas. Já em 2021, foram 15.581 casos de sífilis adquirida, 5.091 casos da infecção em gestantes e 2.056 casos de sífilis congênita em todo o Estado.

Sintomas

Os sintomas variam de acordo com o estágio da infecção no organismo do indivíduo. Em sua primeira fase é caracterizada por uma úlcera, geralmente única, que ocorre no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus e boca).

Já a fase secundária surge em média entre seis semanas e seis meses após a infecção. Nesse caso, podem ocorrer erupções cutâneas. A fase terciária manifesta-se na forma de inflamação e destruição tecidual. Nesse caso, é comum o acometimento do sistema nervoso e cardiovascular.

Especificamente para a gestante, a detecção precoce da sífilis é essencial para evitar a transmissão vertical e consequentes malformações no feto, complicações como nascimento prematuro, baixo peso ao nascer, pneumonia, anemia e até acometimento cerebral.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico pode ser por meio do teste rápido, com a coleta de uma gota de sangue da polpa digital. Caso o resultado seja reagente, uma amostra de sangue deverá ser coletada e encaminhada para o teste laboratorial e conclusão do diagnóstico.

Em relação à sífilis congênita, tanto as gestantes quanto seus parceiros devem fazer os exames de diagnóstico. Em caso de resultado positivo para a gestante, é fundamental que o parceiro também procure o serviço de saúde e passe pelo tratamento. Dessa forma, a reinfecção por sífilis é evitada, e a saúde da mãe e do bebê ficam garantidas.

Em Minas Gerais, os usuários encontram o exame disponível nas Unidades Básicas de Saúde e Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e o tratamento é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

As informações sobre a infecção podem ser acessadas em: http://www.saude.mg.gov.br/sifilis.

Mais informações na Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e com a assessora técnica de Saúde da AMM, Juliana Marinho, pelo telefone (31) 2125-2433.

Fonte: SES-MG