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Presidente da AMM e prefeitos dos Vales Jequitinhonha e Mucuri debatem sobre recursos para o combate ao Covid-19

Para debater o tema “Recursos Federais aos Municípios dos Vales Jequitinhonha e Mucuri e Combate ao Covid-19”, o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), 1º vice-presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM) e prefeito de Moema, Julvan Lacerda, participou, na noite desta sexta-feira (26), de transmissão online (live) no Facebook. Junto com ele, representantes das microrregionais dos Vales Jequitinhonha e Mucuri falaram sobre o enfrentamento, os desafios e os recursos recebidos no combate ao Coronavírus.

“Quero agradecer o convite, acompanho o trabalho de vocês em cada uma das cidades, na luta municipalista. O pulso do povo do Vale, até pela diferença que vocês têm, têm que lutar mais que o povo das outras regiões do estado.  É uma realidade muito diferente e só se faz justiça tratando os desiguais desigualmente. Admiro a luta de vocês e quero estar sempre junto”, destacou.

O prefeito de Ponto dos Volantes, Leandro Santana, da União dos Municípios do Vale do Jequitinhonha (Umvale), foi o realizador do encontro online e destacou que os recursos  que o governo federal tem enviado aos municípios são, em sua grande maioria, para recompor os caixas municipais, porque com a pandemia do covid-19, a atividade comercial caiu muito e com isso a arrecadação dos municípios também caiu. “Mas os vales do Jequitinhonha e mucuri são duas regiões do estado de fato muito esquecidas, a gente não tem ações efetivas dos nossos representantes, nem do governo estadual e nem do federal. Ações efetivas a gente fala de hospital de campanha, de laboratórios para realizar testes, para que possamos de fato oferecer mais segurança para a população nessa pandemia”, destacou.

Também participaram do encontro online os prefeitos de Almenara, Ademir Gobira (NOVA AMBAJE); de Caraí, Heber Neiva (CISEVMJ/AMUC); de Itinga, Adhemar Marcos (AMEJE) e de Itaramarandiba, Luiz Fernando (AMAJE).

Em sua fala, Julvan destacou que é preciso deixar claro que a vida acontece nas cidades e que é preciso mais apoio do governo federal no enfrentamento da pandemia. “ A união federal, governo federal, tudo o que acontece lá é uma ficção jurídica construída para ser o pivô, o pino de centro de toda essa estrutura administrativa, mas onde a vida pulsa é nas cidades, onde gera o imposto que mantém tudo aquilo lá é nas cidades. E muitas vezes o dinheiro fica lá e não chega. Precisamos inverter essa pirâmide. Hoje, grande parte dos recursos está lá e grande parte dos serviços prestados estão nas cidades”, destacou.

“Estamos precisando de mãos dadas pra solucionar problemas, e não pessoas querendo tirar proveito político eleitoreiro”, disse Julvan. “Precisamos deixar claro para o povo que não tem dinheiro extra para os municípios, que o governo mal está repondo o que nós perdemos e que não está dando a devida assistência. O governo do estado, fazendo-se justiça, em relação ao governo passado, está muito melhor, mas no ponto da luta da epidemia está deixando a desejar”.