Home > AMM na imprensa > Por dentro de tudo – Prefeitos do Vetor Norte se mobilizam na Assembleia por acerto nos repasses do Estado

Por dentro de tudo – Prefeitos do Vetor Norte se mobilizam na Assembleia por acerto nos repasses do Estado

Prefeitos de cidades do Vetor Norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte se reuniram, na manhã desta terça-feira (27), em um protesto na praça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) contra a falta de repasses do governo do Estado aos municípios. Segundo Cristiano Marião (PSD), prefeito de Pedro Leopoldo, a ação foi para pedir apoio dos deputados estaduais na resolução do problema.

Entre os prefeitos e vices que estiveram na Assembleia, estavam representantes das cidades de Vespasiano, Confins, São José da Lapa, Ribeirão das Neves e Pedro Leopoldo. Entretanto, segundo Marião, a comitiva representou todos os municípios do Vetor Norte, incluindo Santa Luzia, Esmeraldas, Matozinhos, Capim Branco, Jaboticatubas, Betim, Contagem e Sabará.

O prefeito de Pedro Leopoldo classificou a situação da cidade como “insustentável”. Segundo ele, a administração municipal sob seu comando teve que cortar verbas de serviços como limpeza urbana e investimentos em áreas como esporte e lazer para suprir a falta de repasses. “A maior parte do dinheiro devido pelo Estado é do ICMS/Fundeb, que seria destinado à educação, e como precisamos manter esse serviço funcionando e pagar os funcionários em dia, temos que tirar de outros lugares. Além do prejuízo para a população, esse recurso também está se esgotando”, explicou.

Marião detalhou, ainda, que os municípios têm se mobilizado para conseguir resolver a falta de dinheiro. Nas palavras do prefeito, “cada município já está com ações judiciais em suas respectivas comarcas, mas esses processos também estão parados. Nosso objetivo aqui é pedir que os deputados cobrem tanto do Estado quanto do Tribunal de Justiça e do Tribunal de Contas para que nossa situação seja resolvida”.

De acordo com uma pesquisa realizada pela , cerca de 90% das cidades mineiras não sabem se conseguirão pagar o 13º do funcionalismo público. “Temos hoje mais de 200 municípios que já declararam calamidade financeira por conta do confisco de repasses, que já estão parcelando ou até não pagando os funcionários principalmente da educação, e quem paga por toda essa situação é a população, que precisa dos serviços públicos”, afirmou , presidente da Associação dos Municípios Mineiros.

Da redação, com informação: O Tempo.

Notícia original aqui.