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Pesquisa mostra que prefeitos mineiros querem antecipar as eleições presidenciais

A maioria dos prefeitos eleitos de Minas Gerais, que tomarão posse em janeiro de 2017, são a favor da antecipação das eleições presidenciais como medida para superar a crise política e econômica do país. O levantamento foi feito pela Associação Mineira de Municípios (AMM), nos dias 12 a 16 de dezembro. Foram ouvidos 204 prefeitos eleitos/reeleitos, revelando que 51% dos entrevistados são favoráveis pela antecipação das eleições previstas para 2018. 36% disseram ser contra e 13% não responderam.

O presidente da AMM e prefeito de Barbacena, Antônio Carlos Andrada, vê o resultado “como uma demonstração do elevado nível de descrença dos futuros gestores na capacidade do governo federal de superar as crises econômica, política e ética que pairam sobre o país”. Para ele, existe também “um forte sentimento de ilegitimidade e fraqueza política do governo, que somente poderão ser renovados com o voto popular”.

Sobre a possibilidade da AMM apoiar a PEC 227, apresentada pelo Deputado Federal Miro Teixeira, para eleições diretas antecipadas, Andrada entende que “os próximos passos políticos estarão atrelados ao desempenho da economia no curto prazo e na forma como o governo lidará com a crise e a perda acentuada de popularidade”.

Mais sobre a PEC 227/2016

A PEC 227/2016, apresentada em junho à Câmara, altera o trecho da Constituição que estabelece novas eleições diretas somente na primeira metade do mandato, em eventual cassação do presidente e do vice.

Atualmente, a legislação estabelece que o processo de escolha de um novo presidente e de seu vice ocorreria de maneira indireta, em caso de cassação dos ocupantes dos dois cargos na segunda metade do mandato, ou seja, a partir de janeiro de 2017.

O jornal Folha de São Paulo publicou uma matéria enfatizando que, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha, entre os dias 7 e 8 de dezembro, 63% dos brasileiros defendem a renúncia de Temer para possibilitar a realização de eleições diretas.

A reprovação do presidente subiu para 51%. O índice de bom e ótimo do presidente recuou para 10%, patamar inferior ao de Dilma Rousseff às vésperas do impeachment.