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Pesquisa mostra que medicamentos do kit intubação podem faltar em 1.316 municípios; presidente da AMM já alertou para situação crítica

Medicamentos do kit intubação podem faltar em 1.316 municípios brasileiros, conforme indica levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM). A entidade entrou em contato com mais de 2,6 mil prefeituras – entre 23 e 25 de março de 2021 – para identificar os principais problemas enfrentados em relação à gestão da pandemia. Sem uma ação de socorro, 50,4% dos pesquisados não conseguirão manter os atendimentos aos pacientes em estado grave. Em Minas Gerais, das 462 prefeituras que participaram do levantamento, 292 alertaram para o risco de faltar medicamentos para o socorro a casos graves de Covid-19.

Em reportagem do jornal O Tempo, o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e 1º vice-presidente da CNM, Julvan Lacerda, ressaltou que a entidade vem alertando o Ministério da Saúde sobre o esgotamento dos estoques há semanas, mas até hoje não teve nenhum retorno. “Estou começando a ficar assustado com o cenário que está se desenhando. Até então, esse era um problema de um lugar ou outro, mas só aumenta”, disse.

Conforme Julvan alertou, a situação é preocupante, já que a demanda pelos remédios cresceu até 500%. “Não tem mais esses medicamentos disponíveis no mercado. Além de faltar leito, não vai ter mais tratamento”, alegou.

Além disso, em 709 municípios há o risco de faltar oxigênio nos hospitais ou nos centros de atendimento. Quase 70% dos gestores locais que participaram da pesquisa afirmaram não ter problemas com a falta de oxigênio esta semana. No entanto, apenas 231 prefeituras confirmaram ter recebido oxigênio do governo estadual, ou seja, mais de 80% dos entrevistados não receberam o produto do Estado.

A reportagem do jornal O Tempo, destacou os números de Minas Gerais conforme a pesquisa, indicando que 134 prefeituras admitem o risco de ficarem sem oxigênio hospitalar nos próximos dias. “Em 90 cidades, os gestores informaram não haver contratos vigentes para o fornecimento do insumo em quantidade suficiente para suprir o ritmo atual da demanda. Mais de oito em cada dez municípios informaram não ter recebido oxigênio enviado pelo governo do Estado”, confirma o texto,

Dentre as medidas adotadas pelos prefeitos, para evitar aglomerações e a circulação de pessoas, o lockdown já foi decretado em 983 localidades; toque de recolher tem sido aplicado em 2.127 cidades; e restrições da circulação à noite foram adotadas pela maioria dos entrevistados, 2.309 Municípios. Na última semana, 2.323 prefeitos optaram pela redução da frota e da oferta de ônibus do sistema público; e 278 dos Municípios anteciparam feriados locais.

Leia a matéria do jornal O Tempo na íntegra clicando aqui.

Veja a pesquisa completa AQUI

Com informações da CNM e jornal O Tempo.