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Pesquisa AMM/MDA mostra opinião dos mineiros sobre a privatização de estatais

A privatização de estatais é uma das principais bandeiras da gestão do governador Romeu Zema para que seja aprovado o plano de recuperação fiscal do estado junto ao governo federal. Mas, segundo pesquisa feita pela MDA em parceria com a Associação Mineira de Municípios (AMM), a maior parte do povo mineiro é contra as privatizações da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

De acordo com os números da pesquisa, 47,7% dos entrevistados são contrários à venda da Cemig, enquanto 36,2% são favoráveis e 16,1% não sabem ou não responderam. Já em relação à privatização da Copasa, foi demonstrado que 37,4% são a favor da venda da companhia de saneamento, enquanto a maior parte (45,9%) é contra. Dos entrevistados, 16,7% não sabem ou não responderam a pergunta.

O levantamento ouviu 1.500 pessoas em 227 cidades mineiras, foi realizado entre 23 e 27 de setembro e tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Os números foram divulgados na tarde desta quarta-feira (16), durante coletiva de imprensa na sede da AMM.

O presidente da AMM, 1º vice-presidente da CNM e prefeito de Moema, Julvan Lacerda explicou que o estado tem hoje um déficit previsto de R$15 bilhões, com uma dívida herdada de R$35 bilhões. Segundo ele, se não houver a adesão ao regime de recuperação fiscal urgente, Minas Gerais vai entrar em colapso em breve. “E aí quem vai pagar o preço? É o servidor publico, é a população que não vai ter o serviço, é o município que não vai receber o recurso. Então, algumas dessas ações, mesmo que sejam ações de privatização a contragosto, vão ter que acontecer, porque o estado tem que ajustar”.

Julvan destacou, entretanto, que tem esperanças de que o estado não precise vender tudo para resolver o problema. “Podemos preservar a Cemig, que é um patrimônio solido, mas de alguma teremos que abrir mão, e é nesse ponto que a sociedade tem que entrar firme, e a AMM estará nessa cobrança junto com os prefeitos, de acompanhar, estudar, aprofundar nesse programa, para não deixar ter exageros. Pra acontecer o que tiver que acontecer no sentido de equilibrar o estado econômica e financeiramente, sem abrir mão de tudo que nós temos”.

Em relação a privatização da Copasa, Julvan destaca que não vê riscos para os serviços públicos locais. “Nós temos exemplos de municípios que tem o serviço de água privatizado, e que oferece o serviço a um custo muito abaixo do que a Copasa e com uma aprovação da população muito maior”.

Codemig

A venda dessas empresas faz parte do plano de recuperação fiscal do governo do estado, que tem um déficit previsto em orçamento de R$ 13,2 bilhões para 2020. A primeira das estatais a entrar no processo de privatização foi a  Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais ( Codemig).O governo estadual já encaminhou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais ( ALMG) o projeto que trata da privatização da empresa, detentora do direito da exploração de uma jazida de nióbio em Araxá, na Região do Alto Paranaíba.