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Palestra Magna apresenta reflexões sobre as relações de trabalho na administração pública

Com um tom irreverente, a jornalista e escritora Leila Ferreira contou suas experiências pessoais e profissionais, de forma descontraída, para um grande público, durante a palestra magna do primeiro dia do 34º Congresso Mineiro de Municípios, que teve como tema o “Comportamento dos servidores públicos ‘a arte de ser leve na administração pública municipal’”.

A palestrante envolveu a todos em uma “conversa de mineiro”, como a jornalista definiu, focada na importância de desenvolver o interior de cada pessoa, além das competências curriculares, e, como isso, impactar positivamente nas relações pessoais e no ambiente de trabalho. Indo além do que foi proposto na palestra, Leila relatou experiências pessoais e como elas a levaram a pesquisar e a discutir o valor da educação, da empatia, do diálogo e do bom humor na convivência cotidiana com as pessoas. “Entrevistei especialistas do tema ‘felicidade’ no mundo e cheguei à conclusão que ela, na verdade, é uma soma de momentos felizes. Vive bem quem convive bem. A felicidade está na qualidade dos nossos relacionamentos”, disse.

A palestrante salientou que o conselho se aplica tanto no âmbito pessoal quanto no profissional. No ambiente de trabalho, a educação e o bom humor são fundamentais e refletem diretamente no desenvolvimento organizacional. Nesse sentido, esses e outros valores precisam ser estimulados internamente, partindo, por exemplo, das lideranças e gestores. “Falta de educação com colegas de trabalho, sobretudo na administração pública, leva a prejuízos, pois aumenta o nível de estresse de todos e motiva conflitos. Um humor leve, respeito e gentileza, por outro lado, ajudam na economia, uma vez que as pessoas adoecem menos e produzem mais”, pontuou Leila.

Atentas a isso, algumas empresas já exigem a contratação de profissionais “educados” e realizam treinamentos para ajudar a melhorar a convivência em equipe. A cultura da imagem e do consumo e o vício da pressa, reforçados pelas novas tecnologias que surgem, em todo momento, também foram citados na apresentação como fatores que impendem ter leveza na vida pessoal e, também, no trabalho.

Leila Ferreira citou como exemplos da falta de tempo das pessoas o uso das redes sociais e o mundo de aparências que elas criam, o consumo desenfreado, a manutenção do status e a ausência de diálogo nos dias de hoje. “Fazer as coisas com agilidade gera vícios. Estamos obcecados com a ideia de não perder tempo. Uma vida sem pausas, porém, é o caminho para o surgimento de doenças”, comentou. Ela ainda lembrou que funcionários e gestores públicos devem sempre se questionar sobre que tipo de profissionais são e como afetam a vida um do outro.

O público do Congresso compareceu em peso à conferência e se surpreendeu com o conteúdo e a forma com a qual o tema foi abordado. Para o prefeito de Cabo Verde, Edson José Ferreira, a palestra tratou de aspectos do cotidiano de todas as pessoas. “Achei interessante porque, por meio da experiência de vida dela, entendemos que precisamos participar mais para melhorar o nosso dia a dia e o do outro. Achei tudo muito proveitoso, além de ser uma oportunidade para rever amigos e levar coisas novas para nossas cidades” comentou.

Sérgio Silva, vereador de Três Pontas, também ressaltou a relevância do assunto. “Achei o tema realmente diferenciado. São coisas vividas por todos e que, às vezes, passam despercebidas, porque achamos que não fazem diferença”, finalizou.

Foto: Cláudio Rezende.
Publicado em 10 de maio de 2017.