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O Tempo – Aliados de Zema ainda contam com votação do Orçamento

Pauta está travada por causa da disputa sobre a votação do Fundo Extraordinário de Minas Gerais
Apesar do impasse na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), lideranças do Partido Novo, sigla do governador eleito, Romeu Zema, estão otimistas para a aprovação do Orçamento do Estado para 2019 e esperam que tudo se resolva ainda nesta semana. A pauta está travada por causa da disputa entre deputados estaduais da base do governador Fernando Pimentel (PT) e a oposição, que se dividiram sobre a votação, em segundo turno, do Fundo Extraordinário de Minas Gerais (Femeg), que pode livrar o petista das penalizações da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Escolhido pela equipe de transição do Novo para ser o interlocutor da legenda na ALMG, o deputado estadual eleito Guilherme da Cunha (Novo) sabe que, se o Orçamento não for apreciado até esta quinta-feira (20), último dia do ano para votações na Casa, Zema terá um problema a mais já nos primeiros dias de governo. “Eu acredito que será votado ainda neste ano. A impressão que temos é que o governo atual, vendo que ainda há em votação uma pauta difícil, está deixando o Orçamento para ser votado por último. Mas, caso não votem, certamente gera uma dificuldade adicional”, afirmou.

Um dos principais problemas apontados por Cunha, no possível adiamento da votação, seria a falta de um Orçamento compatível com a realidade atual do Estado. “Caso não seja aprovado, teríamos que trabalhar com o Orçamento do ano anterior. Na época, os desafios que Minas Gerais precisava enfrentar eram outros, as finanças eram outras. Então, certamente gera uma nova dificuldade. Justamente por isso, temos a confiança de que a Assembleia Legislativa agirá com responsabilidade e votará ainda neste ano”, disse o futuro deputado.

União

Cotado para ser a liderança do Partido Novo na ALMG, mas deixando que a escolha ainda seja amadurecida pelo futuro governador, Guilherme da Cunha detalhou que a legenda iniciou uma corrida para levar uma mensagem de união por Minas aos deputados estaduais logo no dia seguinte ao da votação em segundo turno, em outubro, que consagrou Romeu Zema como chefe do Executivo estadual para os próximos quatro anos.

“É necessário deixar todos muito cientes da dificuldade severa do momento. A grande mensagem que nós temos que levar, tanto para a atual legislatura da Assembleia quanto para a futura, é a eminência de um Estado de caos absoluto. Neste momento, nós precisamos estar concentrados para superar a crise fiscal”, pontuou.

Entre conversas com lideranças de partidos e blocos partidários, um dos objetivos da sigla na ALMG é garantir a formação de uma base sólida de sustentação para a aprovação de medidas necessárias que deem governabilidade para Romeu Zema.

“Creio que vamos dar continuidade a essa interlocução com as lideranças. Isso porque nós estamos virando a página do toma lá dá cá na política mineira e iniciando um tempo de diálogo e participação. É dessa maneira que pretendemos nos relacionar com a Assembleia nos próximos quatro anos”, concluiu Cunha.

Impasse

Recursos

Responsável pelo atual impasse na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o projeto que cria o Fundo Extraordinário de Minas Gerais (Femeg) vincula as compensações que o Estado tem a receber da Lei Kandir ao pagamento de dívidas com municípios e fornecedores. A base do governo de Fernando Pimentel (PT) condicionou a votação do Orçamento à aprovação do Femeg, mas a oposição insiste que o projeto pode causar prejuízos às prefeituras.

Dívida

Segundo a  (), a dívida do Estado com as prefeituras é de R$ 11 bilhões.

LRF

Caso o projeto não seja aprovado, Pimentel poderá ser penalizado pela Lei de Responsabilidade Fiscal e ficar inelegível.

Calendário

Recesso. A aprovação do Orçamento do Estado para 2019 é condicionante para que os deputados estaduais entrem em recesso parlamentar. Caso não o votem, poderá ser estabelecido recesso branco.

Seleção profissional definirá assessores

O processo de recrutamento via empresas especializadas para selecionar funcionários, adotado pelo governador eleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), na escolha de secretários de Estado, fez escola dentro de seu partido. Outros eleitos pela sigla também optaram pela estratégia para preencher seus gabinetes. No caso do deputado estadual eleito Guilherme da Cunha (Novo), inicialmente serão selecionados sete funcionários por meio do processo seletivo, sendo dois para cargo de chefia.

A etapa inicial do recrutamento é composta pelo preenchimento de um formulário online que, além de trazer o currículo, traça o perfil do candidato.

“A primeira função dessa análise é alocar a pessoa na função em que ela pode se sobressair. A outra utilidade é permitir saber o que motiva melhor cada pessoa da equipe e como elas reagem à pressão. São questões para manter o ambiente harmônico e produtivo”, explicou Cunha.

Na sequência, os candidatos vão passar por um entrevistador profissional. Só no fim a entrevista é feita pelo próprio deputado. “É um processo que se inicia com 2.000 pessoas e que, na etapa final, quando eu entro, há apenas dois ou três candidatos para cada vaga”, detalhou Cunha.

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