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Nota aos municípios sobre os casos de Hepatite Aguda Grave em Criança

Hepatite é um termo genérico utilizado para se referir a um processo inflamatório que ocorre no fígado. Essa inflamação pode ser secundária a diversos fatores, entre eles as infecções virais.

A Hepatite Aguda Grave em Crianças encontra-se sob vigilância e investigação pela Organização Mundial de Saúde (OMS), devido às mudanças no padrão prévio de ocorrência das hepatites, com aumento de sua frequência e de seu perfil de gravidade. Além disso, as causas de hepatite comumente conhecidas foram descartadas em todos os casos suspeitos.

Com base nas informações atuais, a maioria das crianças afetadas não recebeu a vacina contra a Covid-19 e, no momento, a relação de casos com a vacinação está descartada. Em alguns pacientes, foi detectada a presença dos vírus Adenovirus e SARS-CoV-2. No entanto, ainda não existem dados suficientes para estabelecer uma relação causal entre esses agentes infecciosos e o quadro clínico dos pacientes.

Sintomas

A hepatite aguda inicia-se habitualmente com diarreia, vômito e dor abdominal, associados ou não a sintomas como prostração, dores no corpo e mal-estar. Em um segundo momento, a icterícia, caracterizada pela coloração amarelada dos olhos, da pele e das mucosas, se instala, devendo ser utilizado por pais e cuidadores como um sinal de alarme para procura por atendimento.

Prevenção

Uma vez que ainda não se sabe a causa base da hepatite, são orientadas medidas gerais de higiene e prevenção: higienização adequada e frequente das mãos, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, consumir água potável e alimentos adequadamente higienizados.

Notificação dos casos

Conforme recomendações iniciais da OMS, é necessária a identificação de casos suspeitos de Hepatite Aguda Grave em Crianças tanto nos países atualmente afetados quanto em outras localidades. A partir disso, foi elaborado pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, comunicados de risco com objetivo de divulgação rápida e eficaz de conhecimentos acumulados até o momento sobre o agravo, bem como orientar medidas de vigilância e notificação de casos suspeitos.

Em Minas Gerais, os serviços e profissionais de saúde devem notificar o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Estado de Minas Gerais (CIEVS-Minas). A comunicação é compartilhada com as unidades regionais de saúde, aos CIEVS regionais e municipais e com os núcleos de vigilância hospitalar.

Todos os serviços de saúde são orientados a identificar, investigar e comunicar os casos suspeitos que se enquadrem na definição da doença.

Cobertura vacinal contra Hepatite A e Hepatite B, em crianças, em MG, 2021:

  • Hepatite B(<1 ano): cobertura de 75,88%
  • Hepatite B(<30 dias): cobertura de 68,51%
  • Hepatite A: cobertura de 76,42%

Fonte: Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações/SIPNI/10/05/2022/Dados preliminares.

Mais informações na SES-MG.

Foto: Pixabay