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Ministério da Saúde reforça a importância de manter cadastro do Redome atualizado

Com mais de 5,5 milhões de pessoas cadastradas, o Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) é o terceiro maior banco de doadores do mundo. O transplante de medula óssea pode beneficiar o tratamento de cerca de 80 doenças em diferentes estágios e faixas etárias. Para isso, o Ministério da Saúde reforça a importância de manter os dados do cadastro atualizados. Quando um doador é compatível com quem está aguardando o transplante, cada minuto importa e é essencial que o contato seja feito o mais rápido possível.

Como parte de uma rede de cooperação internacional, os doadores brasileiros cadastrados no Redome permitem a realização de transplantes de medula óssea em pacientes no Brasil e, também, em outros países. Os doadores podem ser convocados a fazer a doação anos após o cadastro.

A manutenção dos cadastros atualizada é o que possibilita que o Redome encontre o doador na hora de efetivar a coleta das células. Então, é importante manter todas as informações, principalmente endereço e telefone, sempre atualizadas.

A atualização é feita diretamente pelos doadores, em uma área disponível no site do Redome ou do Aplicativo Redome (disponível para Android e IOS). Ainda como forma de fidelização, o registro proporciona aos doadores cadastrados a “carteirinha do doador”, em formato virtual, que fica disponível no aplicativo.

Como se tornar um doador

Os Hemocentros Regionais, mais conhecidos como Bancos de Sangue da rede pública, são responsáveis por cadastrar os interessados em se tornar doadores de medula óssea. Os dados são agrupados em um registro único e nacional. Um indivíduo pode ser voluntário para a doação de sangue, doação de medula ou de ambos. É importante que este desejo seja explicitado no momento do cadastro.

Para se cadastrar como um doador voluntário de medula óssea, é preciso ter entre 18 e 35 anos de idade, estar em bom estado de saúde e não ter histórico de câncer, doenças infecciosas ou autoimunes. O doador voluntário, independentemente da idade no momento do cadastro, permanece no Redome e pode ser solicitado a fazer a doação até completar 60 anos de idade.

Como é feita a doação?

A doação é um procedimento em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral e requer internação de 24 horas. Durante a cirurgia, a medula é retirada do interior dos ossos da bacia, por meio de punções. O procedimento leva em torno de 90 minutos.

Há outro método de doação chamado coleta por aférese. Neste caso, o doador faz uso de uma medicação por cinco dias com o objetivo de aumentar o número de células-tronco circulantes no sangue. Após esse período, a pessoa faz a doação por meio de uma máquina de aférese, que colhe o sangue da veia do doador, separa as células-tronco e devolve os elementos do sangue que não são necessários para o paciente. Não há necessidade de internação nem de anestesia, sendo todos os procedimentos feitos pela veia.

A decisão sobre o método de doação mais adequado é exclusiva dos médicos assistentes, tanto do paciente quanto do doador, e será avaliada em cada caso.

A medula óssea do doador se recompõe em apenas 15 dias. Normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana.

Para mais informações e para atualizar o cadastro de doador, acesse o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea AQUI.

Fonte: Ministério da Saúde

Mais informações com a assessora técnica de Saúde da AMM, Juliana Marinho, pelo telefone (31) 2125-2433.