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Campanha de Vacinação contra a Gripe termina nesta sexta-feira e ainda não atingiu meta de cobertura dos grupos prioritários

Apesar de já termos entrado na última semana da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, que termina na próxima sexta-feira, 31 de maio, alguns grupos prioritários ainda não alcançaram a meta de 90% de cobertura vacinal. Entre eles, as gestantes e crianças são os que apresentam menor taxa de imunizados. Iniciada no dia 10 de abril, a campanha já levou mais de 4,9 milhões de pessoas às salas de vacinas do estado e a cobertura contra a doença em Minas está, até o momento, em 81,1%.A vacina imuniza contra os tipos graves do vírus da influenza (A H1N1; A H3N2 e influenza B).

De acordo com o Ministério da Saúde, há vacinas disponíveis em todas as unidades de saúde do país, e a campanha tem estrutura de 41,8 mil postos. A pasta afirma que enviou aos Estados 9,5 milhões do medicamento usado no tratamento da gripe, o fosfato de oseltamivir. Até 11 de maio, foram registrados 807 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza no Brasil, com 144 mortes. Por ora, o subtipo predominante é o vírus influenza A (H1N1) pdm09, com registro de 407 casos e 86 óbitos.

É recomendada a divulgação da campanha por parte dos gestores municipais, uma vez que o ministério afirma que há abastecimento para imunizar a população prioritária e que a prevenção impacta diretamente nos atendimentos dos postos de saúde.

Para isso, os municípios devem adotar um plano de ação com a disposição de ambiente adequado, materiais e insumos suficientes, equipe preparada para um grande fluxo de usuários, assim como na continuidade das ações e orientações preventivas em âmbito local. Deve haver fortalecimento das ações e divulgação da importância da vacina para a promoção, vigilância, controle e quebra de cadeia de transmissão. Com a vacina em estoque o município deve promover essas ações de forma a alcançar as metas do calendário vacinal, bem como atender a demandas espontâneas.

Gripe em Minas

Em 2019, até o momento, já foram confirmados 56 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo vírus da Influenza (gripe). Desses casos, quatro evoluíram para o óbito. As mortes, que estão associadas ao vírus Influenza A (H1N1), ocorreram nos municípios de Belo Horizonte (2), Juiz de Fora (1) e Andrelândia (1).

Grupos prioritários
Entre a população prioritária, as puérperas registraram a maior cobertura vacinal, com 288,6 mil doses aplicadas, o que representa 81,9% deste público. Em seguida estão os idosos (72,2%), funcionários do sistema prisional (71,3%), indígenas (70,7%) e professores (65,7%). Os grupos que menos se vacinaram foram os profissionais das forças de segurança e salvamento (24%), população privada de liberdade (32,2%), pessoas com comorbidades (54%), trabalhadores de saúde (60,9%), crianças (61,5%) e gestantes (63,2%).

A escolha do público prioritário no Brasil segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. Os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias são priorizados.

Da Agência CNM de Notícias, com informações do Ministério da Saúde