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Julvan Lacerda pede coerência no discurso do governo federal e mais ações para amenizar problemas causados pela pandemia

“A autoridade sanitária máxima do País é o Ministério da Saúde. Ele está orientando de um jeito e o presidente de outro. Precisamos de uma unidade de orientação para implementarmos medidas conjuntas e termos condições de enfrentar essa guerra juntos: governo federal, estadual e municípios.” A ideia de coerência no discurso do governo federal foi ressaltada pelo presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), 1º vice-presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM) e prefeito de Moema, Julvan Lacerda, durante entrevista à rádio Band News, na manhã desta sexta-feira, 27 de março.

Sobre o isolamento orientado pelo Ministério da Saúde, Julvan destacou que os prefeitos estão adotando medidas para evitar pico muito alto da doença e para que o sistema de saúde tenha condições de atender aos contaminados. Segundo ele, “estamos lutando contra dois inimigos: a recessão econômica que vai entrar e o problema da contaminação do vírus”. “Mas estamos mais receosos com as vidas que devem ser preservadas e que nós que estamos na ponta da linha para socorrer.”

O presidente da AMM destacou que “o que os prefeitos esperam é que o governo federal, que está sentado em cima do cofre, que tem condições de emitir títulos de dívida pública, que tem reserva para poder queimar, socorra tanto o setor público quanto o setor privado o mais rápido possível.”

Com relação ao projeto que foi votado na Câmara, repassando dinheiro para pessoas em determinada faixa de renda, Julvan disse que é um primeiro aceno no sentido de dar um socorro primário à população, mas é preciso pensar além disso. “Precisamos de ações no sentido de reaquecer a economia. Tiveram mais de R$ 1 trilhão para injetar nos bancos quando o dólar estava subindo muito, porque agora não tem para injetar nos pequenos empreendedores, no setor produtivo, no setor público, para poder socorrer a população? É isso que esperamos de lá”, reforça.

Leitos

Sobre a realidade no interior do Estado, pensando em número de leitos para atender os doentes, o presidente da AMM disse que não é possível quantificar, por não ter como mensurar a incidência de contágio dentro dos municípios. “A quantificação da necessidade de leitos de UTI é muito incerta. Sabemos o quanto temos, mas não sabemos o tanto que vamos precisar”, afirmou.

Adiamento das eleições

Com a proximidade das eleições municipais que acontecem em outubro deste ano, o movimento municipalista nacional tem defendido o adiamento das eleições municipais em todo o País. Sobre o assunto, Julvan Lacerda destacou que espera que a pandemia não chegue a ponto de ter que cancelar eleição, mas que o quadro que se prevê, inviabiliza. “Muito pelo custo operacional, que pode ser investido na emergência deste momento, que é a saúde. Acho que é uma irresponsabilidade injetar bilhões para poder organizar uma eleição, bancar fundo partidário, fundo eleitoral, em um momento que o País carece de investimentos fortes na saúde”, defendeu.

A entrevista completa com Julvan Lacerda na BandNews pode ser acessada no player abaixo.