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Fórum Emergencial em Nepomuceno define participação em mobilização geral da AMM no dia 21

Prefeitos, vice-prefeitos, servidores e sociedade têm se reunido em todas as regiões de Minas Gerais para se organizarem em relação ao atraso e confisco dos repasses por parte do governo estadual. Em Nepomuceno, representantes de municípios que fazem parte da Associação Dos Municípios Da Microrregião Do Alto Rio Grande (AMALG) se reuniram nesta última sexta-feira, 17 de agosto, no Fórum Emergencial De Saúde E Educação. A Associação Mineira de Municípios (AMM), representada pelo seu superintendente executivo, Rodrigo Franco, participou do evento, dando mais detalhes sobre a situação calamitosa e convocando a todos para participarem da Mobilização geral que será feita em Belo Horizonte nesta terça-feira, 21 de agosto.

“É uma causa de todos os mineiros. A falta de repasses para os municípios tem causado um colapso na gestão pública. A questão do Fundeb é gravíssima, já são mais de R$ 2,7 bilhões e pode impossibilitar o pagamento dos professores”, explicou Rodrigo Franco. Para ele, a participação maciça de todos os prefeitos de Minas é fundamental. “Esse é o momento de basta. Isso já vem acontecendo nos últimos 18 meses e afeta a saúde, transporte escolar. Os municípios, por essas mobilizações regionais, tomaram a decisão de fazer as paralisações para sensibilizar mesmo o governo do estado de minas gerais que a situação está impraticável e que, sem os repasses, os municípios vão parar”, destacou.

O Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems-MG) também apoiou o evento em Nepomuceno, visto que a crise na saúde é uma das principais aflições de todas as prefeituras mineiras. “A parceria com a AMM, que tem a legitimidade de seus prefeitos na representação dos municípios pode ser profíqua para esse momento angustiante que estamos vivendo com essa grave crise. Já são mais de R$ 4 bilhões de passivo para a área da Saúde”, reclama o secretário de saúde de Santana da Vargem e vice-presidente do Cosems-MG, Hermógenes Vaneli.

Alisson de Assis Carvalho, prefeito de Campo Belo, fez um desabafo. “A minha preocupação é com os funcionários, com os professores, com os médicos, com os próprios alunos. Porque daqui a pouco não vamos conseguir manter, a situação é esta. Se não nos unirmos agora, não teremos nem um PSF aberto, não vamos ter condições de abrir as escolas. Estarei presente na manifestação da AMM, para cobrar desse governo irresponsável uma atitude diante do que eles estão fazendo com nós, prefeitos. Só para Campo Belo,o governo deve quase R$19 milhões. É impossível governar sem dinheiro, é impossível fazer qualquer coisa sem dinheiro. Só estamos cobrando o que é de direito dos municípios”.

A prefeita de Nepomuceno Iza Menezes, que representou o presidente da AMM e prefeito de Moema, Julvan Lacerda, também destaca a difícil situação vivida em Minas Gerais. “Se o governo continuar com esse confisco, vamos ser obrigados a parar os municípios, infelizmente. Eu mesma, em Nepomuceno, já usei mais de R$600 mil reais do caixa pra manter a folha de pagamentos do Fundeb. Só pra nós, já estão devendo 1,2 milhões e fora a saúde. Vai chegar num ponto em que não teremos mais como manter os serviços e quem sai prejudicado é a população”. Em sua fala, ela convocou a todos para a mobilização do dia 21 de agosto. “Estamos aqui para organizar o grande movimento. É importante que todos se juntem a nós, porque chega. Acho que todos os prefeitos estão sofrendo e muito com esse confisco”, diz.

Mobilização geral

Mobilização Geral da AMM | Basta! Chega de Confisco

21 de agosto | terça-feira

Em Belo Horizonte

13H: Concentração de prefeitos e prefeitas na Cidade Administrativa para seguir em carreata até o Palácio da Linerdade

No Interior

Durante todo o dia: Manifestação de servidores públicos municipais nos 853 municípios mineiros.

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