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Febre Amarela: vacina é a única forma de prevenção contra a doença

Como a Febre Amarela silvestre é uma zoonose, a transmissão não é passível de eliminação, o que exige a vigilância e manutenção das ações de controle principalmente por meio de coberturas vacinais

O verão, período em que viagens de férias e de Carnaval aumentam a circulação de pessoas entre cidades e regiões, acende o alerta para os cuidados com a saúde, incluindo a prevenção às doenças transmitidas por mosquitos.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) alerta a população para o retorno de epidemias. Após um período de sete anos sem notificações de casos em humanos, Minas Gerais registrou duas epidemias consecutivas nos períodos sazonais de 2016/2017 e 2017/2018, que ocorreram em áreas distintas do Estado. A primeira atingiu principalmente os vales do Rio Doce e Mucuri e parte da Zona da Mata e Jequitinhonha. A seguinte, a Região Metropolitana de Belo Horizonte, a Zona da Mata e parte das regiões Campos das Vertentes, Oeste e Sul/Sudoeste mineiro.

Como a Febre Amarela silvestre é uma zoonose, a transmissão não é passível de eliminação, o que exige a vigilância e manutenção das ações de controle principalmente por meio de coberturas vacinais, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde.

A doença

A Febre Amarela é uma doença viral aguda, imunoprevenível, transmitida ao homem e a primatas não humanos (macacos), por meio da picada de mosquitos infectados. Possui dois ciclos de transmissão: silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano.

O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. Em áreas de mata, os principais vetores são os mosquitos Haemagogus e Sabethes. Já nas áreas urbanas, o vetor do vírus é o Aedes aegypti.

A maior frequência da Febre Amarela ocorre entre os meses de dezembro e maio, período com maior índice de chuvas, quando aumenta a proliferação do vetor, o que coincide ainda com maior atividade agrícola.

Sintomas

A maioria das pessoas melhora após os sintomas iniciais. No entanto, 15% apresentam breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença. Nestes casos, a doença pode causar o comprometimento do fígado provocando icterícia (pele amarelada), hemorragias (sangramentos) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.

Depois de identificar alguns desses sintomas, procure um médico na unidade de saúde mais próxima e informe sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas, e se você observou mortandade de macacos próximo aos lugares que você visitou, assim como picadas de mosquito. Informe, ainda, se você tomou a vacina contra a febre amarela, e a data.

IMPORTANTE:

  • Entre 20% a 50% das pessoas que desenvolvem Febre Amarela grave podem morrer. Assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas, é fundamental buscar ajuda médica imediata.
  • Portadores de HIV, gestantes, mulheres amamentando, transplantados e quem tem mais de 60 anos só podem tomar a vacina após orientação médica.

Vacina 

A SES reforça que a vacina está disponível para pessoas de 9 meses a 59 anos de idade. Em crianças, a imunização deve ocorrer aos 9 meses e ser reforçada aos 4 anos. Pessoas na faixa etária entre 5 e 59 anos que não tenham se vacinado ou estejam sem comprovante de registro no cartão devem receber uma dose da vacina. Em 2020, houve a implantação da dose de reforço da vacina de Febre Amarela (atenuada) para crianças de 4 anos em todo o Brasil. A dose de reforço também objetiva imunizar pessoas que não se lembram se já estão imunizadas, independentemente da idade.

Febre Amarela é coisa séria. Procure a Unidade Básica de Saúde, leve o cartão de vacinação, vá de máscara e não se esqueça de aguardar 14 dias entre as doses de vacina da covid e a de Febre Amarela.

Mais informações AQUI e com a assessora do departamento de Saúde da AMM, Juliana Marinho, pelo telefone (31) 2125-2433.