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Estado de Minas Online – Últimos debates decisivos

Romeu Zema (Novo) e Antonio Anastasia (PSDB) entram na última semana da campanha eleitoral se preparando para dois confrontos na televisão e sabatinas para tentar convencer mais eleitores
Na reta final da disputa pelo Palácio da Liberdade, o empresário Romeu Zema (Novo) e o senador Antonio Anastasia (PSDB) vão adotar exatamente a mesma estratégia para tentar conquistar a maior parte dos votos dos mineiros: debates na televisão, sabatinas para veículos de comunicação e a propaganda eleitoral gratuita nas mídias eletrônicas. Além de restar pouco tempo para pedir votos – a eleição será no próximo domingo -, esse tipo de agenda é visto como a melhor forma para atingir o maior número de eleitores em um estado que tem 853 municípios.

As coordenações das campanhas ainda admitem o fenômemo verificado nestas eleições: o poder das redes sociais e mídia televisiva sobre os tradicionais – e cada vez mais ultrapassados – eventos de rua. Mas ainda assim ontem Romeu Zema participou de manifestação a favor da candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) a presidente da República e planeja última caminhada em Belo Horizonte ou Araxá, cidade onde nasceu, no sábado que vem. “Vai ser uma última oportunidade para o Romeu se reunir de novo com as pessoas nas ruas, diferentemente do primeiro turno, quando ele só ficava na rua”, diz o vereador Mateus Simões (Novo), coordenador político da campanha do empresário do setor de eletrodoméstico.

Ao longo desta semana, no entanto, a agenda de Zema se limitará a dois debates – entre eles, o encontro promovido pelos Diários Associados com transmissão na TV Alterosa e no Portal Uai amanhã – e três sabatinas em rádios e na  (). Depois de percorrer mais de 200 cidades no primeiro turno, sobrou pouco tempo para o interior agora. Hoje, Zema estará em Montes Claros e na quarta-feira em Uberlândia – e mesmo assim, apenas para conceder entrevistas a emissora de televisão.

“Gostaríamos de ter voltado a mais regiões, mas não vai dar tempo”, justifica Simões. Até porque, em meio a agendas e entrevistas, o candidato ainda tem que dedicar parte do tempo à gravação dos programas eleitorais diários. Se no primeiro turno o candidato teve apenas seis segundos, nesta etapa das eleições cada candidato tem direito a cinco minutos.

CONFIANÇA NA EXPERIÊNCIA

O senador Antonio Anastasia, que já governou Minas Gerais entre 2010 e 2014 e foi vice-governador na gestão de Aécio Neves (PSDB) também vai destinar o fim da campanha à participação nos debates e sabatinas com a imprensa e . O foco será apresentar ao eleitorado um comparativo das propostas dele e de Zema e ressaltar a falta de experiência do adversário na gestão pública – esta é a primeira eleição que o empresário concorre.

Enquanto no primeiro turno o candidato visitou 77 cidades, ao longo deste segundo turno, a agenda de viagens se limitou a Uberlândia, Governador Valadares e Varginha – essas duas últimas nesta semana, para entrevistas a emissoras de televisão. E mesmo assim, o tucano retornará a Belo Horizonte na sequência, para participar de sabatinas com jornalistas e debates na TV.

“Eventos de rua não haverá mais nenhum, por absoluta falta de tempo. Não tem mais um minuto disponível. Vamos priorizar o que dá uma exposição maior”, informou a assessoria do candidato. Isso sem contar a dificuldade em conciliar a campanha com o mandato de senador. Provavelmente o tucano terá que estar em Brasília na quarta-feira, para atender a uma convocação do presidente Eunício Oliveira (MDB-CE).

Carona presidencial nas ruas

O candidato do Novo ao governo de Minas, empresário Romeu Zema, que já declarou apoio a Jair Bolsonaro, participou do evento na praça da Savassi. Na chegada dele à concentração na Praça da Liberdade, houve princípio de tumulto. Manifestantes gritaram “Fora, Zema” e “Fora, PT”. Ele ainda foi classificado de “oportunista”. Os gritos contrários foram abafados pelos apoiadores do candidato. Questionado sobre a reação dos manifestantes, Zema afirmou que é “natural” e que em uma democracia “ninguém satisfaz a todos”.

Zema disse que participaria do ato porque votará em Bolsonaro neste segundo turno. “Queremos que o PT realmente deixe o poder, não atrapalhe mais o desenvolvimento de Minas e do Brasil. Estou aqui porque vejo que Bolsonaro é a melhor opção para governar o Brasil. E neste momento temos de unir forças”, afirmou.

A hostilidade ao candidato se deve a declarações recentes de Zema de que aceitaria apoio do governador Fernando Pimentel (PT) neste segundo turno. Diante da reação negativa à afirmação entre eleitores e até mesmo no partido, Zema tem dito que não dispensa o voto de qualquer eleitor, mas se nega a fazer qualquer tipo de acordo eleitoral ou “balcão de negócios” com o PT.

Próximo à praça da Savassi ainda foi montada tenda para a distribuição de adesivos e santinhos do partido Novo, ao lado de material de campanha de Bolsonaro. Durante o evento, também foram distribuídos adesivos com a foto de Bolsonaro e Antonio Anastasia (PSDB), adversário de Zema neste segundo turno. O material não é oficial da campanha tucana. Ontem, Anastasia gravou para o programa eleitoral e não fez campanha na rua.

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