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Em entrevista à TV Paranaíba, presidente da AMM cobra “justiça sanitária” na distribuição de vacinas contra a Covid-19

Para falar sobre as dificuldades dos municípios no enfrentamento da pandemia e da cobrança feita pela Associação Mineira de Municípios (AMM) ao Presidente da República, ao Ministério da Saúde e ao Congresso Nacional, para que sejam tomadas providências contra o fim do oxigênio e de medicamentos, além do colapso nos leitos em todo o estado, o presidente da AMM e 1º vice-presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Julvan Lacerda, foi o entrevistado no programa Política Cruzada, da TV Paranaíba/Record Triângulo, apresentado pelo jornalista Danilo Caixeta.

Segundo Julvan Lacerda, o documento enviado reforça o estado de extrema emergência e pede soluções imediatas para suprir essas carências dos municípios mineiros.  Perguntado sobre a mensagem que a AMM quis passar com o envio do documento a Brasília, Julvan destacou que são as demandas dos municípios, que vivem uma situação que beira o desespero em certos estados. “O que estamos vendo no interior dos estados é uma desassistência eminente. O governo federal precisa se alertar para isso, porque ele é o coordenador do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e do Ministério da Saúde, e nós somos parceiros na execução das políticas publicas de saúde, do sistema único implementado. Então, daqui de baixo, nós temos que dar o grito e mostrar a nossa situação pedindo socorro de onde tem”, atentou.

Sobre a situação de abastecimento de oxigênio no estado, perguntado sobre o monitoramento feito pela AMM, ele destacou que o intuito é não deixar chegar ao ponto de ter desassistência como em Manaus.  “Pra isso tem que ter essa coordenação nacional vinda do ministério da saúde, com uma logística do governo do estado apoiando os municípios. Aqui em Minas estamos no centro do país. Não podemos nem pensar em deixar acontecer uma situação dessas”, disse.

Ele destacou que o principal é a falta de estrutura para poder armazenar, distribuir e destinar esse oxigênio. “O próprio governo está batendo a cabeça, mas vemos luz de esperança que pode nos socorrer.  A Fhiemg está fazendo um trabalho na iniciativa privada pra poder nos socorrer e atender. Já destinou mais de 100 cilindros de oxigênio e está com uma expectativa de captar esses cilindros e distribuir 1000 cilindros”.

Julvan falou também sobre a falta de coordenação nacional da pandemia e como tem afetado a atuação dos prefeitos em suas cidades.  “Nós vivemos em uma federação, em que o poder central dá a diretriz e o poder central esta dando uma diretriz diferente do que precisa ser feito. O prefeito fica numa situação muito difícil. Ninguém quer ver o desabastecimento da economia, mas a ciência nos diz que a única solução que temos, enquanto não temos a população vacinada, é o distanciamento social, o uso de máscara, lavagem das mãos. Precisamos de uma diretriz nacional sólida”.

Sobre o encontro com os governadores e os presidentes das casas legislativas e a criação de comitê técnico específico para a Covid-19, para avaliar e promover ações mais coordenadas, Julvan destacou que: “isso que o governo federal está fazendo agora, motivado por forças externas, movimentos do Congresso, com o STF, que se movimentaram pra fazer a força nacional de combate a pandemia, deveria ter acontecido há um ano atrás. Esperamos que o comitê nacional possa dar diretrizes e o governo federal respeite e atenda as diretrizes”.

Julvan Lacerda foi questionado ainda sobre o consórcio público criado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) para compra de vacinas contra a covid-19. Ele destacou que, se houver uma possibilidade do Ministério abrir mão para os municípios comprarem as suas vacinas, o medo que se tem é de haver injustiças, um município comprar e o vizinho não comprar e aquilo gerar uma injustiça sanitária.

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