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Em Brasília, presidente da AMM debate ações para reduzir os impactos da seca nos municípios 

Com o intuito de debater a situação hídrica dos municípios de Minas Gerais e as ações realizadas no combate à seca no norte do estado, o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Moema, Julvan Lacerda, participou de reunião com a Comissão Externa na Câmara dos Deputados, em Brasília, na tarde desta terça-feira, 19 de setembro. “Os integrantes da mesa conhecem bem esse problema, mas eu estou aqui pra falar do sentimento que nós, prefeitos, temos do que estamos vendo e o que esperamos das nossas esferas políticas maiores, das instituições que podem nos auxiliar pra vencer essa batalha”, disse.

Em seu pronunciamento, ele destacou que, atualmente, a questão do abastecimento de água é um problema que se estendeu para todo o estado, e que é necessário articular as ações entre União, estados e municípios, tornando possível agir de forma sustentável para fornecer uma água de qualidade e que chegue aos cidadãos. “O uso sustentável da água, a melhoria no sistema de abastecimento, o reuso da água, isso podemos fazer. Mas nós, enquanto municípios, não temos condições financeira, técnica, gerencial, pra fazer isso. Precisamos do governo federal, que é aonde está o dinheiro e tem capacidade técnica gerencial pra conseguir implantar essas ações a nível geral”, ressaltou.

Segundo ele, “os municípios reconhecem as ações do governo estadual e querem ser parceiros no processo”. O programa “Água para Todos”, mais direcionado para a região norte, foi citado. “Essas ações que temos visto devem ser pensadas em outras regiões também. Minas é muito diversificada e, por isso, precisamos fazer essas ações mais integradas e com sustentabilidade, investir em parceria com quem conhece a realidade local, que são os municípios”, destacou.

O presidente da AMM também deu dados levantados pelo departamento de Meio Ambiente da AMM e que são alarmantes em relação à crise hídrica. Para 2017, a expectativa é de que cerca de 200 municípios devem decretar estado calamidade pública por falta de água, enquanto no ano passado foram 150. Em 2030, precisaremos de 50% mais de energia, 40% mais de água e 35% de alimentos. De onde vamos tirar isso?, questionou.

Julvan finalizou agradecendo a deputada federal Raquel Muniz, que o convidou para participar do debate, como presidente da AMM, representando os municípios. “Agradeço por ter nos dado a oportunidade de participar desse debate e trazer a visão de prefeito pra um problema que não é só nosso. Temos que nos unir pra poder enfrentar, mas precisamos também de nos posicionar com mais firmeza e ver se alcançamos mais sucesso nas nossas ações. A AMM está à disposição no que for preciso”, finalizou.

Publicado em 20 de setembro de 2017