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Diário do Aço – Prefeitos de Fabriciano e Timóteo apontam dificuldades financeiras

Ipaba e Santana do Paraíso já decretaram calamidade financeira no mês de novembro, visando a redução de gastos e economia de recursos municipais
A situação da maioria dos municípios de Minas Gerais é de alerta. Ipaba e Santana do Paraíso já decretaram calamidade financeira no mês de novembro, visando a redução de gastos e economia de recursos municipais. Em entrevista ao Diário do Aço, os prefeitos de Coronel Fabriciano e Timóteo, respectivamente, Marcos Vinícius (PSDB) e Douglas Willkys (PSB), avaliaram a dificuldade de manter as contas em dia, por causa do atraso de repasse de verba do governo estadual, e como isso causa preocupação para a administração.

Wôlmer Ezequiel

Marcos Vinícius informou que o governo estadual deve R$ 50 milhões ao município de Coronel Fabriciano

Marcos Vinícius explica que, desde o começo desse ano, já alertava, como vice-presidente da  (), acerca da retenção de recursos por parte do governo estadual. “Desde o início desse ano, eu já falava do sequestro ilegal que estava ocorrendo com os recursos do IPVA, Fundeb e transporte escolar. Então fizemos o dever de casa e há meses que estamos reduzindo os custos, mas isso não exime nós de passar por essas dificuldades, mas mesmo assim vamos conseguir fechar as contas esse ano”, afirmou.

O prefeito de Coronel Fabriciano acrescentou que nessa semana será paga a parcela do 13º salário dos servidores. “Já a última parte será paga ainda em dezembro. Então Coronel Fabriciano vai vencer o ano 2018. Não vamos decretar, no primeiro momento, o estado de calamidade financeira, porque temos feito todas as reduções possíveis”, citou.

Irresponsabilidade

Na entrevista, Marcos Vinícius ressaltou que Coronel Fabriciano tem um hospital na cidade que pertence ao estado de Minas Gerais, mas há oito meses que o repasse de verba não é feito. “A dívida hoje de Coronel Fabriciano está em R$ 50 milhões que o estado deve para nós. Vemos cidades de médio e pequeno porte quebradas pela irresponsabilidade do governo estadual”, criticou.

R$ 27 milhões

Já o prefeito de Timóteo, Douglas Willkys (PSB), relatou que a atual preocupação da administração municipal é com a crise financeira. “O município já tem mais de R$ 27 milhões a receber do governo estadual, sem ter a perspectiva de quando isso vai ocorrer. Paralelo a isso, as contas não param de chegar”, salientou.

Conforme Douglas Willkys, as áreas da saúde e educação geram despesas necessárias, que precisam ser arcadas a todo custo, para que a população não seja prejudicada. “A despesa da saúde do município é um investimento muito alto. E na educação estamos começando a precisar a usar do recurso próprio para pagar os docentes. Só de Fundeb, são mais de R$ 7 milhões em dívida”, alertou.

Gestão responsável

O prefeito de Timóteo afirmou que a administração municipal tem adotado severas medidas, no sentido de economizar o recurso da cidade para fazer uma gestão responsável. “Mas está chegando o momento que estamos começando a ter preocupação. Se isso não for regularizado nos próximos meses, vamos ter que analisar os próximos passos. Acredito que não está muito distante da cidade de Timóteo ter que decretar estado de calamidade financeira, nos mesmos padrões que as cidades vizinhas estão adotando”, enfatizou.

Servidores

Douglas Willkys informou ao Diário do Aço que até o mês de janeiro, todos os recursos estão garantidos, mesmo a cidade tendo, recentemente, um incremento de R$ 1 milhão por mês, devido ao pagamento da complementação dos servidores. “A economia que nós estamos fazendo nos permitem certa tranquilidade. Mas a partir de janeiro, teremos que contar com o repasse do governo estadual para manter as contas em dia. No entanto, os servidores podem ficar tranquilos que o 13º salário será pago na data correta”, ponderou.

Fazenda

Em nota, a Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais informou ao Diário do Aço que “o Governo do Estado está em processo de discussão com os municípios para firmar um acordo judicial que irá possibilitar os repasses dos valores devidos”, resumiu.

Notícia original, aqui.