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Dia da Gestante levanta discussões sobre a importância dos cuidados durante a pandemia

O dia da gestante, comemorado no dia 15 de agosto, foi uma data para reflexão sobre como as gestantes foram impactadas por todas estas mudanças  

A alta e rápida propagação do novo coronavírus, que provoca a doença Covid-19, resultou no isolamento social de grande parte da população, no colapso de sistemas de saúde, além de causar medo coletivo, principalmente em pessoas consideradas grupo de risco. Por isso, as maternidades passaram por uma série de adaptações para receber e tratar grávidas com suspeita ou confirmação da doença.

O cenário de pandemia, as medidas de proteção, higienização e distanciamento social, e todas as consequências deste período, como o desemprego e os impactos na economia, fizeram com que os planos comuns para uma gestação já não sejam mais os mesmos. O dia da gestante, comemorado no dia 15 de agosto, foi uma data para reflexão sobre como as gestantes foram impactadas por todas estas mudanças, e para fazer um alerta sobre todos os cuidados que elas devem ter, especialmente, nesta fase.

As gestantes foram incluídas no grupo de risco (idosos com mais de 60 anos, pessoas com doenças cardíacas ou respiratórias, aqueles que têm diabetes ou estão se tratando do câncer), não por serem mais propensas a contrair o vírus que outras pessoas, mas mais vulneráveis a infecções em geral. “A Covid-19 é uma doença inflamatória e, no primeiro e no terceiro trimestres, a gestação cria um ambiente pró-inflamatório no corpo da mulher que seria favorável para o vírus. Além disso, outros membros da família coronavírus como MERS-CoV e SARS-CoV estão envolvidos em complicações na gestação”, explica a coordenadora da maternidade Júlia Kubitschek (HJK), da Fhemig, e médica obstetra, Ana Raquel Lara.

Grávida

Já mãe de um filho de dois anos, a esteticista Polyanne Soares, 25, levava com tranquilidade sua gestação de uma menina, mas por volta das 26 semanas, o mundo parou por causa da pandemia do coronavírus. E, com 35 semanas de gestação, os problemas começaram a aparecer. “Descobri que estava com diabetes gestacional, e que teria que adiantar o meu parto”, relata. Já se preparando para o momento de dar à luz, a esteticista começou a sentir os sintomas da Covid-19. “Senti falta de ar, cansaço, e tive febre e perda do paladar, mas só fui à UPA realizar o exame depois que meu pai testou positivo”, conta Polyanne.

Hoje, 20 dias após o parto de Catarina, Polyanne pode cuidar de sua filha recém-nascida com tranquilidade, mas ainda faz tratamento para uma possível sequela da Covid-19. Quando perguntada sobre a dica que deixa para mulheres que esperam bebês na pandemia, ela foi enfática: “Cuidem-se, pois não sabemos o dia de manhã”. E continuou: “Eu achava que a Covid-19 era algo distante de mim, até que houve o primeiro caso na família, e de repente, 28 pessoas pegaram. Eu não desejo para ninguém o que passei, estar grávida, em um CTI, sem poder falar com minha família, vendo tantas pessoas entubadas. Quando eu estava no hospital, tudo que eu queria era estar em casa”, desabafou a esteticista.

Fonte: Fhemig e Secretaria de Estado da Saúde.

Mais informações no departamento de Saúde da AMM pelo telefone (31) 2125-2433.