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Crise na saúde pode causar fechamento da maior maternidade do Estado

Conforme levantamento do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (COSEMS/MG) o Estado de Minas Gerais deve aos municípios mineiros o valor de R$ 2.447.218.893,00. Essa dívida, além de prejudicar o controle orçamentário dos municípios, causa fechamento de unidades de saúde, afetando diretamente a população.

Uma das consequências dessa realidade é a migração de pessoas do interior do Estado para serem atendidas na capital mineira. Em Belo Horizonte, a crise também “bate à porta” das instituições de saúde e cria-se uma “bola de neve” que pode sinalizar o colapso na área da saúde no Estado.

Considerada a maior maternidade do Brasil, o Hospital Sofia Feldman, de Belo Horizonte, está refletindo o caos instalado na área da saúde. No mês de fevereiro de 2018, a unidade, que tem quatro UTIs neonatal, desativou sete dos 49 leitos. Na unidade de cuidados intermediários, cinco dos seis leitos também estão fechados.

O resultado pode ser um sinal de alerta para a saúde de Minas Gerais, uma vez que pelos corredores do Sofia Feldman passam mais de 400 mil pessoas. A instituição faz cerca de 1.000 partos por mês de gestantes de diferentes regiões de Minas Gerais e é referência na área obstétrica, sobretudo de partos especiais e de alto risco à saúde tanto das mulheres quanto dos bebês.

Além dos atrasos de repasses do Estado, o hospital tem déficit mensal de aproximadamente R$ 1,5 milhão, os salários dos funcionários estão sendo pagos com atraso, falta medicamentos, materiais e equipamentos. Os problemas podem afetar, inclusive, os atendimentos na Casa da Gestante, espaço para as mães de bebês prematuros que não moram na capital poderem ficar perto dos seus filhos.

Até o fechamento desta edição havia uma proposta da Prefeitura de Belo Horizonte para assumir a gestão administrativa do hospital. Em relação aos repasses das verbas, ainda não há acordos e perspectivas para a quitação das dívidas do Governo com o hospital.

Mais informações com a assessora do departamento de Saúde da AMM, Juliana Marinho, pelo telefone (31) 2125-2433.

Publicado em 21 de fevereiro de 2018.