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Conasems divulga orientações técnicas aos municípios para enfrentamento da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19)

A sugestão é que essas medidas componham um “Plano Municipal para o Enfrentamento da Epidemia de Coronavírus”

No momento em que a população do País enfrenta umas das maiores epidemias da história recente, é importante que as Secretarias Municipais de Saúde (SMS) atuem de forma rápida e efetiva, em conjunto com as demais instâncias do SUS, visando responder da melhor maneira possível as expectativas de toda a sociedade brasileira.

Com o intuito de contribuir com gestores e profissionais do SUS dos municípios, o Conasems disponibiliza essas orientações, de forma sistematizada, como um conjunto de medidas que devem ser tomadas na perspectiva, tanto da contenção da epidemia, como da reorganização e ajuste da assistência para este momento crítico. A sugestão é que essas medidas componham um “Plano Municipal para o Enfrentamento da Epidemia de Coronavírus”

  1. a) Em relação à Contenção e Mitigação (redução do risco):

1)Divulgar o máximo possível no âmbito do município, medidas que devem ser adotadas por todos os cidadãos:

– diminuição do contato social;
– suspensão de viagens que possam ser evitadas;
– suspensão de eventos que gerem aglomeração de pessoas;
– utilização de “etiqueta respiratória”, higienização frequente das mãos com água e sabão e/ou desinfecção com álcool em gel a 70%;
– desinfecção periódica de superfícies com álcool a 70% ou hipoclorito de sódio a 1% direcionada aos diversos segmentos da sociedade e locais  públicos;
– orientação de manter pelo menos um metro de distância entre as pessoas  que estejam tossindo ou espirrando e evitar tocar nos olhos, nariz e boca;
– manutenção de ambientes ventilados.

2)Cancelar eventos que gerem aglomeração de pessoas.

3)Monitorar uso e efetividade de ações preventivas de acordo com atualizações disponibilizadas sobre o perfil de disseminação do SARSCov2.

4)Treinar equipes multiprofissionais de saúde para identificação, triagem e manuseio dos casos com apoio do Estado e da União e, preferencialmente, com cursos à distância.

5)Isolar e monitorar casos confirmados e pessoas advindas de localidades com casos confirmados que apresentem sintomas.

6)Notificar, imediatamente, os casos confirmados via sistemas oficiais.

7)Estabelecer um Centro de Operação de Emergências (COE) municipal ou regional no âmbito da CIR.

  1. b) Em relação à reorganização da assistência:

1)Providenciar aquisição de EPIs para os trabalhadores da saúde e para os casos suspeitos, conforme “Protocolo de manejo clínico, para o novo coronavírus”, do Ministério da Saúde.

2)Preparar os profissionais de saúde e demais das unidades de atendimento para o uso correto de EPIs.

3)Definir e identificar, em conjunto com as instâncias estaduais, os leitos gerais e de UTI que serão utilizados para os casos que necessitarem.

4)Definir em conjunto com as instâncias estaduais e federais, os mecanismos que devem ser utilizados para garantia de insumos e medicamentos.

5)Monitorar, diariamente, o número de casos confirmados e com sintoma respiratório:

– Atendidos em Pronto Atendimento.
– Internados em enfermarias.
– Internados em UTI.

6)Nas unidades da rede municipal:

– Definição de fluxo nas unidades de atenção básica, atenção ambulatorial especializada, urgência e hospitalar, sempre respeitando estrutura física e de recursos humanos.

– Desenvolvimento de processos de capacitação para profissionais voltados ao acolhimento e manejo clínico dos casos suspeitos; as orientações e acompanhamento dos casos de isolamento domiciliar e ao deslocamento, quando necessário, para referência hospitalar.

– Estabelecimento de rotina de desinfecção dos ambientes e objetos de trabalho e de desinfecção de veículos de transportes com cuidado especial para aqueles que fazem transporte de pacientes imunossuprimidos.

– Contribuições com processos de capacitação das redes de educação e de assistência social sobre os cuidados de prevenção; Construção de agenda com o Conselho Municipal de Saúde à distância, para atualização dos dados.

7)Estabelecer e estimular, se necessário, uma organização de trabalho voluntário.

8)Na relação com a Região – CIR:

– Construção de agenda com reuniões extraordinárias à distância se for o caso, para privilegiar uma atuação regional coordenada.

– Criação de uma sala de situação da região (apoio, orientação técnica, atualização dos dados…).

– Estabelecimento de uma central de retaguarda clínica regional com atuação remota.

– Construção de um plano de enfrentamento regional contendo organização do fluxo dos hospitais da região, regulação e transporte sanitário.

Confira a nota com as orientações (aqui).

Fonte: Conasems . Foto: Ministério da saúde.

Mais informações com a assessora do departamento de Saúde da AMM, Juliana Marinho, pelo telefone (31) 2125-2433.