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Campanha de combate ao Aedes aegypti mobiliza gestores e profissionais da saúde em todo o País

As doenças causadas pelo Aedes aegypti surgem geralmente no período de chuvas, então, é preciso planejar as ações de combate ao mosquito antes do verão. O Ministério da Saúde lançou esta semana uma campanha publicitária e convida os gestores estaduais e municipais de saúde para sensibilizarem toda a sociedade sobre a importância do combate ao surgimento de novos criadouros do mosquito.

Com o slogan “E você, já combateu o mosquito hoje? A mudança começa por você”, a campanha reforça a necessidade de cada um tomar a iniciativa de proteger a sua casa e de seus familiares contra o Aedes, responsável pela transmissão de três doenças: dengue, zika e chikungunya.

A ação, que teve seu período de veiculação adiantado neste ano para setembro, reforça a necessidade de manter a mobilização nacional durante todo o ano, e não apenas nos períodos críticos, de chuva e calor. A medida traz mais tempo aos gestores locais e à população para desenvolverem ações estratégicas no combate ao Aedes aegypti, de acordo com a realidade de cada região.

Projeto Wolbachia

Outra novidade anunciada foi a terceira etapa do projeto Wolbachia que conta com a parceria do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e que vai ofertar linhas de financiamento específico para implantação do projeto em outros municípios. Na nova etapa, o Ministério da Saúde e o BID vão visitar cidades com potencial interesse e situação epidemiológica compatível para implantação do projeto para avaliar a possibilidade de linhas de financiamento para desenvolvimento do projeto.

A metodologia Wolbachia é inovadora, autossustentável e complementar às demais ações de prevenção ao mosquito. Consiste na liberação do Aedes com o microrganismo Wolbachia na natureza, reduzindo sua capacidade de transmissão de doenças. O projeto já está presente em seis cidades: Campo Grande/MS, Belo Horizonte/MG, Petrolina/PE, Fortaleza/CE, Foz do Iguaçu/PR e Manaus/AM.

Dados das doenças

Em 2019 (até 24 de agosto), foram registrados 1.439.471 de casos de dengue em todo o País, com crescimento de 599,5% em relação ao mesmo período de 2018 (205.791). A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 690,4 casos/100 mil habitantes. Entre os estados com casos, destacam-se Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Com relação ao número de óbitos, foram confirmadas 591 mortes.

Os casos da febre chikungunya chegaram a 110.627 em relação ao mesmo período do ano passado, 76.742, ou seja 44,2% de aumento este ano. A taxa de incidência foi de 53,1 casos/100 mil habitantes. Entre os estados com casos, destacam-se Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. Neste ano, foram confirmados laboratorialmente 57 óbitos.

Já os casos de zika apresentaram aumento de 47,1%, este ano, quando foram registrados 9.813 casos, enquanto em 2018 foram 6.669 o que representa uma taxa de incidência de 4,7 casos/100 mil habitantes. Entre os estados com casos, destacam-se Tocantins, Rio Grande do Norte, Alagoas e Espírito Santo. Neste ano, foram confirmados dois óbitos por zika.

Ações de combate ao Aedes Aegypti

As ações de prevenção e combate ao mosquito, do Ministério da Saúde em conjunto com estados e municípios, são permanentes e tratadas como prioridade pelo Governo Federal. A execução das ações de prevenção, como visitas dos agentes de endemia para eliminação dos criadouros, é de responsabilidade dos gestores locais.

Prevenção

  • Durante o período de seca, a população pode desenvolver ações de prevenção:
  • verificar se existe algum tipo de depósito de água no quintal ou dentro de casa, por exemplo;
  • lavar com água, sabão e esfregar com escova os pequenos depósitos móveis, como vasilha de água do animal de estimação e vasos de plantas;
  • descartar o lixo em local adequado, não acumular no quintal ou jogar em praças e terrenos baldios;
  • limpar as calhas, retirando as folhas que se acumularam no inverno também é importante para evitar pequenas poças de água.

Mais informações com a assessora do departamento de Saúde da AMM, Juliana Marinho, pelo telefone (31) 2125-2433.

Fonte: Ministério da Saúde. Foto: Pixabay.