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Boletim Epidemiológico de monitoramento dos casos de Dengue, Chikungunya e Zika aponta 3.517 casos em MG

Em Minas Gerais, mais de três mil pessoas procuraram a área de saúde com suspeitas de Dengue, Febre Chikungunya e Zika. Conforme o último boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde, publicado no dia 10 de março de 2021, já são 3.517 casos confirmados (casos notificados, exceto os descartados) de Dengue, Febre Chikungunya e Zika no Estado.

Até o momento, são 2.732 casos confirmados de Dengue, com registro oficial de uma morte. Em relação à Febre Chikungunya, foram registrados, até o momento, 780 casos confirmados. Já em relação à Zika, foram registrados cinco casos confirmados para a doença.

A assessoria do departamento de Saúde da Associação Mineira de Municípios (AMM) alerta os gestores públicos e toda a população quanto aos perigos da proliferação dos casos em Minas Gerais.

A população está concentrando esforços no combate ao coronavírus, mas não pode se esquecer dos cuidados para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, que transmite a Dengue, a Chikungunya e a Zika, uma vez que os casos de internação podem aumentar, causando problemas ao sistema de saúde.

Confira o Boletim Epidemiológico de Monitoramento dos casos de Dengue, Chikungunya e Zika Vírus da SES-MG (aqui). 

Dengue

No Brasil, a dengue foi identificada pela primeira vez em 1986. A principal forma de transmissão é pela picada do mosquito Aedes aegypti. Há registros de transmissão vertical (gestante – bebê) e por transfusão de sangue. A infecção por dengue pode ser assintomática, leve ou causar doença grave, levando à morte. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele.   

Chikungunya

A Febre Chikungunya é uma doença transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. Os principais sintomas são febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Os sintomas iniciam entre dois e doze dias após a picada do mosquito. Cerca de 30% dos casos não apresentam sintomas.  

Zika

O Zika foi identificado pela primeira vez no Brasil em abril de 2015. Os principais sintomas são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos.   

Cuidados

Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde. As ações de controle ocorrem, principalmente, na esfera municipal. Quando o foco do mosquito é detectado, e não pode ser eliminado pelos moradores de um determinado local, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada.   

E a população pode ajudar ao combater os focos do mosquito. O que fazer:

  • Tampar os tonéis e caixas-d’água.
  • Manter as calhas sempre limpas.
  • Deixar garrafas sempre viradas com a boca para baixo.
  • Manter lixeiras bem tampadas.
  • Deixar ralos limpos e com aplicação de tela.
  • Limpar semanalmente ou preencher pratos de vasos de plantas com areia.
  • Limpar com escova ou bucha os potes de água para animais.
  • Retirar água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa.

Fonte: SES-MG.

Mais informações com a assessora do departamento de Saúde da AMM, Juliana Marinho, pelo telefone (31) 2125-2433.