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Boletim coronavírus: cenário apresenta tendência de queda mas ainda requer atenção

A assessoria do departamento de Saúde da AMM reforça a importância de a população seguir as orientações para evitar a disseminação do vírus 

Conforme a análise divulgada hoje (3) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Boletim InfoGripe, que inclui dados até 30 de julho, a segunda onda da variante Ômicron, causada por suas subvariantes, chegou primeiro ao Sudeste, Sul e Centro-Oeste, regiões em que também terminou primeiro. No Nordeste e no Norte, o início da onda de infecções começou quase dois meses depois, o que também levou a descida da curva de casos a ocorrer mais tarde.

O pesquisador Leonardo Bastos explica que, apesar de o cenário ser de tendência de queda na maior parte do País, o cenário ainda requer atenção. “A gente ainda está com indicadores de hospitalizações e óbitos [por SRAG] maiores que o período anterior à pandemia. Já caiu, mas ainda não o suficiente para falar que está tranquilo”.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, o Boletim InfoGripe mostra que oito em cada dez casos virais de SRAG foram causados pelo SARS-CoV-2. A prevalência dos demais vírus foi de 1,9% para influenza A, 0,1% para influenza B, e de 5,6% para vírus sincicial respiratório (VSR).

Óbitos

O painel de dados Monitora Covid-19, também mantido pela Fiocruz, mostra que a média móvel de óbitos se manteve acima das 200 vítimas diárias durante todo o mês de julho e continua nesse patamar no início de agosto.

O pesquisador explica que ainda é difícil mensurar o impacto do inverno durante a onda de casos causada pelas subvariantes, “porque a covid-19 ainda não possui um comportamento endêmico descrito que pode ser tomado como base”.

“A gente acredita que há esse efeito climático, porque o clima afeta o nosso comportamento, favorecendo a transmissão de vírus respiratórios. O inverno também contribui. Agora, o quanto é do inverno e o quanto é das novas variantes a gente não consegue separar ainda”, disse o pesquisador.

Ainda segundo a publicação, vários estados estão em situação de platô (estabilidade) e a maioria já apresenta indícios de terem iniciado processo de queda: Distrito Federal; Goiás; Minas Gerais; Paraná; Rio de Janeiro; Rio Grande do Sul; Santa Catarina; e São Paulo.

Minas Gerais 

De acordo com o Informe Epidemiológico do coronavírus desta quarta-feira (3 de agosto de 2022), até o momento, foram notificados 3.826.799 casos confirmados de infecção humana pela Covid-19, em Minas Gerais, com registro oficial de 63.037 óbitos confirmados. Estão em acompanhamento 80.463 casos e são 3.698.136 recuperados. Nas últimas 24 horas, foram confirmados 3.602 casos e 42 óbitos.

Sobre casos suspeitos: Conforme nova definição preconizada pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES), os casos anteriormente definidos como “suspeitos” passam a ser registrados nos sistemas oficiais de notificação como Síndrome Gripal Inespecífica, por não preencherem, em sua integralidade, critério para investigação laboratorial. Esses casos permanecerão sob acompanhamento das vigilâncias epidemiológicas estadual e municipal, mas deixam de ser tratados como casos suspeitos de Covid-19 e passam a ser síndromes respiratórias de interesse à saúde.

Sobre óbitos suspeitos: Neste momento, será priorizada a divulgação de indicadores que melhor traduzam a dinâmica da doença no Estado, como óbitos e casos confirmados (a exemplo do que já é feito pelo Ministério da Saúde). Entende-se que essas são as principais variáveis para acompanhar a evolução da doença, predizer a curva de casos e direcionar ações assistenciais. Todos os indicadores anteriormente divulgados permanecerão, no entanto, sendo monitorados pela SES/MG.

Confira o informe epidemiológico aqui.

Gestores da área de saúde, acessem o material da campanha da Secretaria de Estado da Saúde (SES) neste link (AQUI).

Sobre o coronavírus 

O Coronavírus (CID10) é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31 de dezembro de 2019, após casos registrados na China e provoca a doença chamada de coronavírus (Covid-19).

O período de incubação da doença é o tempo que leva para os primeiros sintomas aparecerem, desde a infecção por coronavírus, que pode ser de dois a 14 dias.

É possível a transmissão viral após a resolução dos sintomas, mas a duração do período de transmissibilidade é desconhecido para o coronavírus.

Os principais sintomas conhecidos são: coriza, diarreia, febre, tosse e dificuldade para respirar.

Ao sentir esses sintomasprocure uma unidade de saúde imediatamente. Se tiver sintomas de gripe comum, procure ficar em casa, de forma isolada, fazendo repouso e tomando bastante líquido.

Fonte: COESMINAS/COVID-19/SESMG/Governo do Estado e Ministério da Saúde.