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AMM reforça importância do esclarecimento da população sobre a vacina contra a Covid-19

Material compilado pela assessoria de saúde da entidade traz esclarecimentos sobre a vacinação, vagas para profissionais da linha de frente e importância de mobilizar a população  

O ano de 2021 começa com a promessa de dar início à vacinação contra a Covid-19 e, consequentemente, à diminuição dos casos da doença, sobretudo das formas mais graves.

Conforme o Ministério da Saúde, neste sábado (16), dois milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford chegarão ao Brasil. Além disso, o País também conta com mais seis milhões de doses da vacina do Instituto Butantan, produzida pelo laboratório Sinovac. A imunização terá início de forma simultânea. Vale ressaltar, ainda, que, para 2021, o Brasil já tem garantidas 354 milhões de doses.

Em pronunciamento nacional, no dia 6, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 está em processo avançado e o País tem doses suficientes para iniciá-lo ainda em janeiro. “Hoje, o Ministério da Saúde está preparado e estruturado em termos financeiros, organizacionais e logísticos para executar o Plano”, ressaltou.

A Medida Provisória, assinada pelo Presidente Jair Bolsonaro, trata de medidas excepcionais para o início da vacinação o mais breve possível. A norma prevê aquisição de insumos, bens e serviços de logística; treinamentos de profissionais que vacinarão a população; e contratação de vacinas e materiais destinados à vacinação contra a Covid-19, antes do registro ou da autorização temporária de uso emergencial pela Anvisa.

Pazuello explicou, ainda, que a atuação do Governo Federal favorece o Brasil em relação a outros países que enfrentam a doença: “o Brasil é o único País da América Latina que tem três laboratórios produzindo vacinas. Ou seja, seremos também exportadores de vacina muito em breve.”

Confira o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 aqui.

Seringas

Em relação ao preparo para início da vacinação, o Governo do Estado divulgou a contratação de pessoal e a aquisição de insumos necessários. Cerca de sete milhões de seringas que servirão para a vacinação contra a Covid-19 estão a caminho ou já chegaram a 21 das 28 Regionais de Saúde do Estado. Até a próxima segunda, todas as regionais já devem receber esses materiais. Ao todo, o Governo do Estado adquiriu 50 milhões de seringas para que todos os municípios estejam preparados para quando a vacina chegar.

Seleção de profissionais

Para dinamizar o processo da vacinação, está aberto o Processo Seletivo Simplificado (PSS), que visa à contratação de 79 profissionais para contribuir com a viabilização do Plano de Contingência para Vacinação contra Covid-19. São 32 vagas para profissionais de nível superior e 47 vagas para profissionais de nível médio/técnico. As áreas de formação abrangem – enfermagem, farmácia, biomedicina, ciências biológicas, gestores de serviços de saúde e patologia clínica/análises clínicas. Os contratados deverão atuar em Belo Horizonte e Unidades Regionais de Saúde de Minas Gerais.

O recrutamento, seleção, a contratação de profissionais por tempo determinado atende a necessidade de excepcional interesse público, não se caracterizando como concurso público. De acordo com o Edital SES/MG nº 01/2021, as inscrições são gratuitas e poderão ser feitas no site saude.mg.gov.br/processoseletivo, das 8h, de 18/1, até 17h de 29/1. A remuneração pode chegar a R$ 4.955,15.

Vacina contra a Covid-19

O jornal O Tempo produziu uma matéria no dia 15 de janeiro com orientações sobre a eficácia e a importância da vacina contra a Covid-19. Em doenças já controladas no País, como sarampo e poliomielite, a vacinação de 95% da população foi a medida responsável pela proteção de todos.

No caso de uma pandemia, como a do coronavírus, mesmo após a vacinação, a população precisa ter os cuidados necessários por dois ou três anos, por meio do uso de máscara, mantendo o distanciamento e as mãos sempre higienizadas.

Tira-dúvidas

  1. Vacinar é seguro? Sim, se o imunizante for aprovado pela Anvisa e outras agências reguladoras pelo mundo. Uma vacina só é aprovada para uso após cumprir rigorosos critérios de segurança.
  1. Existe uma vacina mais eficaz que a outra? Cada imunizante tem seu percentual de cobertura. Todas as vacinas já aprovadas protegem da forma mais grave da Covid, o mais indicado, tornando todas eficazes contra o coronavírus.
  1. Se eu já peguei Covid-19, ainda preciso me vacinar? Sim. Casos de reinfecção pelo mundo foram registrados e especialistas advertem que a doença dá um período de proteção muito curto, geralmente de dois a três meses, o que é comum em doenças infecciosas. A expectativa é que o tempo de proteção da vacina seja superior a essa proteção causada por quem já pegou a doença.
  1. Quantas doses são indicadas para a imunização? Todos os imunizantes já aprovados trabalham com duas doses para imunização.
  1. A mutação do vírus pode inutilizar a vacinação e massa? A princípio, não, já que a maior parte dos imunizantes em uso pelo mundo protege contra as formas mais graves da Covid-19. Mas esse é um aspecto ainda em estudo pela comunidade científica.
  1. Depois que eu me vacinar, ainda preciso usar máscaras e praticar o distanciamento social? Sim. Ainda não se sabe por quanto tempo cada imunizante contra o coronavírus vai proteger cada pessoa contra a infecção. Além disso, mesmo estando vacinado, cada cidadão pode se tornar um agente transmissor do vírus, o fazendo pelo contato direto.
  1. Posso ter algum efeito colateral após ser vacinado? Sim. Nos testes de todos os imunizantes, pouquíssimas pessoas tiveram reações alérgicas entre oito e 12 semanas após a aplicação da dose. Elas foram cuidadas e tratadas, o que não comprometeu a segurança da vacina.
  1. A vacinação vai reduzir a circulação do vírus e a pandemia? A expectativa é que com mais pessoas imunizadas atinja-se a imunidade de rebanho, reduzindo a infecção pela Covid-19.
  1. De quanto em quanto tempo teríamos que nos vacinar? Ainda não há dados consolidados sobre o tempo de proteção que a vacina já em uso/estudos conferem ao corpo humano.
  1. Depois de vacinado, posso pegar a Covid-19? Há dois tipos de imunização, a esterilizante, como é o caso da vacina contra o sarampo (após imunizado, não se pega mais o vírus), e a que não é esterilizante, que te protege das formas graves do vírus, como é o caso da contra o influenza-A. Ainda não se sabe como será a atuação da vacina da Covid-19 nesse sentido, se será esterilizante ou não.

Fontes: jornal O Tempo e Governo de Minas. Foto: Ministério da Saúde.

Mais informações com a assessora do departamento de Saúde da AMM, Juliana Marinho, pelo telefone (31) 2125-2433.