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AMM reforça cuidados contra a Dengue, Zika e Chikungunya

Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais convida municípios a aderir às ações de combate às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes durante a pandemia de covid-19 

Mesmo diante do cenário de pandemia de covid-19, as outras doenças, como a dengue, zika e chikungunya não deixam de acontecer. Por isso, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), já no ano de 2020, deu início a um conjunto de ações para enfrentar a sazonalidade das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Entre as ações está a reativação do Comitê Estadual e Regional de Enfrentamento das Arboviroses para planejamento, organização e apoio no desenvolvimento de ações e serviços em saúde. A SES vem realizando também oficinas e treinamentos, de profissionais de saúde dos municípios e regionais, em monitoramento e controle do Aedes e em manejo clínico correto de pacientes.

Além disso, conforme já alertado pelo do Ministério da Saúde, o País pode vivenciar epidemias de arboviroses associadas à pandemia de Covid-19. Então, a secretaria estruturou o Plano Estadual de contingenciamento das Arboviroses, o PEC Arboviroses agrega inúmeras ações a serem desenvolvidas pelas áreas de vigilância, gestão, assistência e comunicação e mobilização social que, de forma integrada, permitem maior efetividade no enfrentamento do período sazonal das arboviroses urbanas.

A SES-MG também buscou conhecer novas ferramentas para o controle das doenças. Para isso, criou o Núcleo de Pesquisas e Inovações em Doenças Infecciosas Emergentes e Re-emergentes (NUPIDE) com o objetivo de desenvolver projetos de pesquisa e projetos pilotos para enfrentamento de arboviroses urbanas e outras zoonoses no Estado de Minas Gerais.

Saiba mais sobre os projetos pilotos e as ações desenvolvidas pela SES-MG no site saude.mg.gov.br/aedes

Cenários em Minas Gerais

As doenças transmitidas pelo Aedes são cíclicas, o que significa que há períodos de grandes transmissão e períodos de menor incidência da doença. A análise dos dados epidemiológicos do Estado de Minas Gerais demonstram que ocorrem epidemias de dengue a cada três anos e de zika e chikungunya em anos não epidêmicos para dengue. Nos anos 2010, 2013, 2016 e 2019 ocorreram grandes epidemias de dengue no Estado.

Em 2020, observou-se queda na notificação dos casos prováveis em relação ao período sazonal anterior: foram notificados 84.636 casos prováveis e 13 óbitos por dengue. Já neste ano, até 08/02, Minas Gerais registrou 5.281 casos prováveis de e ocorreu um óbito por dengue.

Pandemia

No ano passado, a pandemia de covid-19 trouxe um cenário complexo e desafiador para a saúde do estado e dos municípios, com a necessidade de trabalhar em duas frentes simultâneas, buscando deter a proliferação de arboviroses e, ao mesmo tempo, o coronavírus.

Durante o ano de 2020, as ações desenvolvidas pelos municípios tiveram que ser adaptadas ao cenário pandêmico. As equipes de vigilância epidemiológica dos municípios estiveram mobilizadas no enfrentamento ao coronavírus (covid-19), a população ficou receosa de procurar atendimento nas unidades de saúde municipais. Como consequência, os serviços de atendimento nas unidades assistenciais para demandas de arboviroses tiveram uma diminuição.

Embora as análises das últimas quatro semanas aponte uma situação bastante tranquila para dengue em 2021 quando comparada com os anos epidêmicos, é preciso reforçar a necessidade dos cuidados e da vigilância epidemiológica.

Em relação às arboviroses toda a sociedade deve estar envolvida, porque é necessário manter cuidado constate tanto por parte da população quanto do poder público. Ações simples podem impedir o aumento das notificações da doença e, consequentemente, sobrecarga dos serviços de saúde e dos profissionais que atuam no combate da endemia e na assistência.

Cuidados necessários

  • Lixeiras sempre tampadas.
  • Quintal sem lixo e entulhos, garrafas e baldes de cabeça para baixo.
  • Reservatórios de água do ar-condicionado, geladeira e umidificador secos e vazios.
  • Deixar ralos limpos e com aplicação de tela.
  • Não usar pratinhos que acumulam água para vasos de planta.
  • Pote para água de animais devem ser limpos com bucha ou escova.
  • Mantenha limpos os ralos, canaletas e calhas.
  • Faça manutenção periódica de piscinas e caixas d’água.
  • Colocar babosa e outras plantas que acumulam água em local coberto.
  • Deixar lonas bem esticadas, evitando formação de poças d’água.
  • Não utilizar garrafas pet com gotejador em plantas que tenham aberturas que o mosquito possa entrar para colocar ovos.

Fonte: SES-MG.

Mais informações com a assessora do departamento de Saúde da AMM, Juliana Marinho, pelo telefone (31) 2125-2433.