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AMM apoia a campanha Outubro Rosa para prevenção do câncer de mama

Facilitar o tratamento com base no diagnóstico precoce da doença, aumentando a possibilidade de cura da mulher. Esse é o objetivo da campanha “Outubro “Rosa”, desenvolvida em todos os municípios brasileiros com o objetivo de incentivar as mulheres a fazer o exame de mamografia para identificar lesões na fase inicial da doença.

Conforme informações do relatório produzido pelo Ministério da Saúde, o câncer de mama é um dos desafios no cenário atual de envelhecimento populacional e enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis no Brasil. É o tipo de câncer que mais acomete as mulheres no País, excetuando-se os tumores de pele não melanoma, e também o que mais mata.

No Brasil, as estimativas de incidência de câncer de mama para o ano de 2019 são de 59.700 casos novos, o que representa 29,5% dos cânceres em mulheres, excetuando-se o de pele não melanoma. Em 2016, ocorreram 16.069 mortes de mulheres por câncer de mama no País. Apesar de as estimativas de sobrevida em cinco anos mostrar tendência de aumento em países desenvolvidos, ainda se observa grande disparidade global.

Segundo o Concord-3 (ALLemANI, 2018), no Brasil, as estimativas de sobrevida em cinco anos  foram  de  76,9%  (75,5  –  78)  para  o  período  de  2005  a  2009  e  de  75,2%  (73,9  –  76,5) para o período de 2010 a 2014. Fatores relacionados ao conhecimento da doença e às dificuldades de acesso das mulheres aos métodos diagnósticos e ao tratamento adequado e oportuno resultam na chegada das pacientes em estágios mais avançados do câncer de mama, piorando o prognóstico.

Setor público

Os gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) são responsáveis por organizar o fluxo das mulheres em cada território desde a Atenção Básica até a oferta de cuidados paliativos. Nas sessões seguintes, serão apresentados aspectos relacionados à linha de cuidado do câncer de mama, envolvendo desde a prevenção até o tratamento, ilustrados, sempre que possível, por informações disponíveis na realidade brasileira.

Nas últimas décadas, pesquisas nacionais vêm oferecendo dados para o acompanhamento de fatores de risco e de proteção para doenças crônicas não transmissíveis (dCNt) no Brasil.  Alguns dados contribuem para conhecer a  frequência  de  fatores  de  risco  e  de  proteção  relacionados  à  incidência  do  câncer  de  mama  na  população  brasileira,  como  excesso  de  gordura  corporal,  consumo  de  bebidas  alcoólicas,  atividade  física  e  aleitamento materno.

As recomendações para a detecção precoce do câncer de mama incluem o diagnóstico precoce, que consiste em investigação oportuna das lesões mamárias suspeitas, e o rastreamento, que é a realização de exames periódicos em mulheres sem sinais e sintomas da doença. As diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer de mama (INCA, 2015) preconizam a oferta de mamografia para mulheres de 50 a 69 anos, a cada dois anos. As mulheres devem ser orientadas sobre riscos e benefícios do rastreamento mamográfico para que exerçam o seu direito de fazer ou não o exame de rotina.

Dados do Sistema de Informação Ambulatorial do SUS (SIA/SUS) indicam que a produção de mamografias no sistema público, em 2018, foi 4.609.094. A oferta de mamografias de rastreamento no SUS, para a faixa etária de 50 a 69 anos, aumentou em 19% entre 2012 e 2017.

Homens

Assim como as mulheres, os homens também possuem tecido mamário e podem desenvolver câncer nessa região. Enquanto vários hormônios nos corpos de meninas e mulheres estimulam o desenvolvimento das glândulas  mamárias,  nos  meninos  e  homens,  normalmente  não  há  esse  estímulo,  resultando  em  um tecido mamário plano e pequeno.

Às vezes os homens podem desenvolver o tecido das glândulas mamárias quando tomam certos medicamentos ou têm níveis anormais de hormônios. O câncer de mama em homens é uma doença rara: apenas 1% de todos os cânceres de mama (SANGUINettI, 2016).

Mais informações com a assessora do departamento de Saúde da AMM, Juliana Marinho, pelo telefone (31) 2125-2433.