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Campanha contra a Dengue é lançada pela SES-MG

A Campanha Publicitária de Enfrentamento à Dengue, da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), foi lançada no dia 20 de novembro, com o objetivo de somar os esforços do poder público junto à mobilização da sociedade, a fim de interromper o ciclo evolutivo do Aedes aegypti, uma vez que mais de 80% dos focos do mosquito são encontrados nas residências. Como muitas pessoas ainda acreditam que os criadouros do mosquito estão apenas no seu entorno, a opção foi criar uma campanha utilizando uma personagem mais cômica, a da vizinha curiosa, que gosta de cuidar da vida dos outros, mas se esquece de checar os possíveis focos do Aedes dentro de sua própria casa.

Com o conceito “Quando você culpa o vizinho, o mosquito ganha terreno”, a campanha será veiculada nos meses de novembro e dezembro nos canais abertos de TV, rádios da capital e do interior, backbus, abrigo de ônibus, painel de LED, carro de som, outdoor social, cartaz, folder, e pela internet, em canais como Google, Facebook, Instagram, Youtube e peças exclusivas para WhatsApp. Com a intenção de abranger toda a população de Minas Gerais, a nova campanha visa mostrar que a responsabilidade de eliminar os focos do mosquito é de cada um.

Saiba mais sobre o trabalho de mobilização social da SES em: www.saude.mg.gov.br/mobilizacao

Cenário epidemiológico

Em 2019, até o dia 18 de novembro, Minas Gerais registrou 484.779 casos prováveis (casos confirmados + suspeitos) de Dengue. Desses, 153 evoluíram para óbito, em 47 municípios. Outros 94 óbitos permanecem em investigação. Já em relação à Chikungunya, Minas Gerais registrou 2.793 casos prováveis da doença em 2019. Em 2019, até o momento, foi confirmado um óbito por Chikungunya, no município de Patos de Minas, e existe um óbito em investigação. Já em relação à Zika, foram registrados 746 casos prováveis da doença em 2019.

Segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde, Dario Brock Ramalho, esse foi um ano duro para o estado de Minas Gerais, em termos de números de internações e óbitos por dengue. “O mapa dos municípios infestados em todo o Brasil mostra a dificuldade que temos de controlar o aumento do Aedes. Em 2017, mais de 86% dos municípios brasileiros se encontravam infestados. Por isso, é preciso reinventar as ferramentas, uma vez que com o passar do tempo os mosquitos têm se tornado mais resistentes a inseticidas, reduzindo a eficácia de produtos químicos. A epidemia de dengue pode ser freada, em grande parte, pela imunidade coletiva das pessoas. Estudos mostram que quando alguém é infectado por um tipo de vírus, a pessoa fica imune por dois anos para os demais vírus”, explicou Dario Ramalho.

Nesse sentido, a SES-MG vem investindo em novas tecnologias como a Wolbachia, um microrganismo presente naturalmente em outros insetos e que, quando presente nas células do Aedes aegypti, não permite um bom desenvolvimento do vírus, auxiliando, assim, a reduzir a transmissão de doenças como zika, chikungunya e dengue. Outras ferramentas que vêm sendo desenvolvidas são as vacinas contra a dengue, que estão atualmente em fase de teste. “Erradicar o vírus não é mais possível, como foi em anos anteriores. É preciso agora uma mudança de paradigmas e o desenvolvimento de tecnologias para bloquear o caminho do vírus na sociedade”, acrescentou o subsecretário de Vigilância em Saúde.

Resultados LIRAa

No Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) realizado no mês de outubro (dados preliminares), 803 municípios enviaram informações, dos quais: 15 (2%) estão em situação de risco para ocorrência de surto, 242 (30%) estão em situação de alerta e 546 (68%) em situação satisfatória. Os criadouros do Aedes foram agrupados em depósitos de água, depósitos domiciliares e lixo. Os depósitos de água foram identificados como criadouros predominantes em 272 municípios; os depósitos domiciliares em 197 municípios; e o lixo em 82. Municípios sem depósitos encontrados ou sem informações totalizaram 252. Foram encontrados foco do Aedes em depósitos de água em 407 municípios; 365 municípios apresentaram focos em depósitos domiciliares e 280 municípios apresentaram focos no lixo.

O Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) e o Levantamento de Índice Amostral (LIA) são métodos de amostragem e mapeamento dos índices de infestação por Aedes aegypti e Aedes albopictus.

O conteúdo informativo, bem como apresentação do lançamento da campanha e demais materiais estão disponíveis para download em: www.saude.mg.gov.br/aedes

Fonte: Agência Minas