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William Waack debate o movimento das ruas com prefeitos mineiros

O que as jornadas de junho de 2013 trouxeram para o cenário político brasileiro? Quais foram os ganhos? Mudou alguma coisa? Para debater o assunto e traçar uma relação entre o atual cenário político brasileiro e as manifestações, o jornalista William Waack ministrou uma palestra no 31º Congresso Mineiro de Municípios com o tema “Movimento das ruas e seus impactos na gestão publica brasileira”.

Para contextualizar, o jornalista iniciou sua fala explicando porque movimentos sociais sem uma clara direção não conseguem o objetivo alcançado. “É preciso abraçar uma ideia para poder conseguir chegar a grandes conquistas”, afirmou. Waack comparou as manifestações brasileiras com movimentos reivindicatórios de outros países. “São movimentos que surgiram de forma espontânea e que ganharam força e popularidade nas redes sociais. Mas aqueles que não definiram seus líderes e suas exigências acabaram decepcionando aqueles que o apoiaram”, explica.

Mesmo sem grandes conquistas aparentes, William Waack disse ver as mobilizações com bastante “simpatia”. Para ele, os jovens nas ruas revelaram duas crises no cenário político brasileiro. A primeira delas é a crise de representatividade, que de acordo com ele “é o distanciamento entre quem elege e que é eleito”. Wack comenta que as pessoas foram às ruas para chamar atenção dos políticos, “que deixaram de representar os seus eleitores”.

A segunda crise que o jornalista apontou em sua palestra foi a crise de autoridade. “As instituições estão perdendo o valor perante a sociedade, que está cada vez mais mal humorada”, afirmou. E apontou a violência como um dos sintomas da falta de autoridade.

Para o prefeito de Antônio Carlos, Raimundo Marques, a palestra foi importante porque mostrou que política não se faz com brigas, nem falando mal dos adversários e sim, debatendo propostas para a nossa cidade.