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Presidente da AMM enfatiza qualidade dos pré-candidatos ao Governo de Minas como forma de melhorar a relação com os municípios

Primeiro debate com a presença, em um mesmo palco, dos pré-candidatos ao governo de Minas Gerais deste ano, o painel no 35º Congresso Mineiro de Municípios, nesta quarta (20 de junho), confirmou o preparo dos sete pretendentes ao Palácio Tiradentes que marcaram presença no evento da Associação Mineira de Municípios (AMM) no Mineirão. Estiveram presentes os pré-candidatos Antônio Andrade (MDB), Rodrigo Pacheco (DEM), Marcio Lacerda (PSB), Antonio Anastasia (PSDB), Romeu Zema (Novo), João Batista Mares Guia (Rede) e Dirlene Marques (PSOL). O atual governador do Estado, Fernando Pimentel (PT), não compareceu.

O presidente da AMM, prefeito de Moema e 1° vice-presidente da CNM, Julvan Lacerda, elogiou o desempenho dos sete aspirantes ao governo de Minas e o respeito deles com os 853 municípios do Estado. “Foi um debate de alto nível. Tem gente até falando que nós estamos privilegiados porque temos pré-candidatos ao governo de Minas do nível de serem pré-candidatos à Presidência da República. Apresentaram suas propostas de uma forma respeitosa e que atenderam às nossas reivindicações, fazendo compromisso com a pauta municipalista”, afirmou.

No palco principal do Congresso, os pré-candidatos tiveram espaço para apresentar as propostas e responderam a perguntas sorteadas pelos organizadores. Segundo Julvan, as apresentações trazem esperança aos prefeitos de Minas, mesmo que a administração estadual venha apresentando muitas dificuldades, com uma grave crise fiscal. “Se (o novo governador) estiver aberto ao diálogo, compromisso com a causa e, principalmente, respeito com essa relação federativa Estado-município, poderemos construir uma nova Minas Gerais”, salientou.

Ausência de Pimentel

Questionado pelos jornalistas na coletiva de imprensa, logo após o painel, sobre a ausência do mandatário petista, o presidente da AMM disse que não ficou surpreendido com o cancelamento de Pimentel. “Não foi de estranhar porque ele não veio, proibiu até os técnicos, os secretários, toda a assessoria de vir participar das palestras que iam ter. Não tem a presença do Estado aqui, tentou boicotar o nosso Congresso”, respondeu Julvan, ao destacar, ainda, que, mesmo com os cancelamentos do Estado na última sexta-feira, a AMM conseguiu manter todas as 127 palestras, que se mostraram um sucesso.

Com sistemáticos atrasos em repasses do ICMS e do IPVA, falta de pagamentos para o transporte escolar, dívidas com o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), com fornecedores da área da saúde e funcionários da assistência social, o passivo do Estado com os municípios mineiros atingiu a cifra de R$ 5,9 bilhões em 2018.

Para tentar receber ao menos parte desses valores, os municípios mineiros vão começar, nos próximos dias, uma campanha de conscientização da população sobre as dívidas. Em seguida, poderão ocorrer paralisações de serviço. “O pensamento inicial é que a gente faça progressivamente as ações, não vamos fazer uma coisa de impacto, para não impactar tanto o cidadão lá na ponta da linha, que é quem é o destino da prestação do nosso serviço. Então, nós vamos ver como começar, na próxima semana a gente já deve dar o primeiro passo no sentido de ir movimentando até alcançar o objetivo de resolver essa situação”, esclareceu o presidente da AMM.

Publicado em 20 de junho de 2018.