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Planejamento como ‘palavra de ordem’ para ajustar o orçamento municipal

A palestra magna do VI Congresso Mineiro de Prefeitos Eleitos, da AMM, na manhã do dia 10 de novembro, pode ser considerada uma verdadeira aula de economia. O economista e colunista do jornal O Globo, George Vidor, falou sobre O Cenário Econômico e o Futuro da Gestão Municipal e deixou um conselho claro aos novos gestores: planejar e gastar menos do que arrecada.

O presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Barbacena, Antônio Andrada, deu as boas-vindas a Vidor e lançou uma pergunta que mostra um pouco da realidade dos municípios atualmente: “Vidor, como, no Brasil, uma das maiores economias do mundo, pode faltar seringa em um posto de saúde?”

Vidor respondeu ao questionamento dando uma verdadeira aula de como planejar é indispensável para evitar desperdício de recursos. Usando exemplos simples, o economista apontou alguns caminhos, como: em um posto de saúde não pode faltar seringa, nem estocar muito remédio, a ponto de vencer a validade e ter que jogar medicamentos no lixo. Para evitar essas situações, é preciso levantar as demandas e planejar as compras.

Outra dica valiosa foi a de economizar recursos. Um produtor rural que não guarda sementes, não tem o que produzir no ano seguinte. E foi o que aconteceu no Brasil. “O País comeu as sementes e, depois, pediu outras emprestadas. Acabou com estas também e pediu mais. Por todas, pagou juros generosos. Aí, começou a ser cobrado e deu no que deu. Peguem, na Europa, os casos, as crises da Grécia, Espanha, Itália, Portugal. Lá, estes países tiveram o socorro da União Europeia e aqui? Vamos pedir ajuda para quem?  E é assim que respondo à pergunta do prefeito Andrada, é assim e é por isso que falta seringa no posto de saúde, gasolina no carro; em níveis municipal, estadual e federal”, salientou o economista.

E claro, o Brasil de 2016 ainda tem grandes máculas, vergonhosas. “Viu prefeito? Quanto mais esgoto, menos seringas são necessárias no posto de saúde. Isso porque em 25% das casas no Brasil não há esgoto. Por isso, a importância das Parcerias Público-Privadas. Elas são uma boa saída. É preferível pagar um pedágio a não ter estradas. São coisas a pensar, como o grande desafio para vocês prefeitos: cortar despesas. Não pode cortar a seringa, mas pode cortar o remédio que fica lá estocado. E pensar estas coisas não é difícil, a população quer participar, as redes sociais ajudam, dão ideias, a Internet é cheia delas. Com a Internet, pode-se conhecer a fundo o conceito e as experiências das Cidades Inteligentes. O BNDES tem dinheiro para projetos que reduzem custos, como os que economizam energia”, sugeriu o economista.

Por outro lado, Vidor fez uma previsão animadora: 2018, será o ano de importantes eleições, menos caótico, em que o Brasil deve crescer 3% e os prefeitos, no meio do mandato, estarão mais confortáveis. “O agronegócio vai bem, o câmbio do café e do minério deu uma melhorada. Os dois geram receitas, dão uma recuperada na economia. E, para vocês, prefeitos de Minas, isso é bom, como também é o turismo interno, nas cidades históricas e estâncias hidrominerais.”

 

Fotos: Rosane Gonçalves e Cláudio Rezende.

Publicado em 9 de novembro de 2016.

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