Home > COMUNICAÇÃO > Municípios terão recursos adicionais para ações contra dengue e chikungunya

Municípios terão recursos adicionais para ações contra dengue e chikungunya

O período de chuvas neste ano trará, além do perigo da dengue, uma nova ameaça à saúde: a febre chikungunya. Para intensificar as medidas de vigilância, prevenção e controle dessas doenças, o Ministério da Saúde vai repassar um recurso adicional de R$ 150 milhões a todos os estados e municípios brasileiros.

Os recursos são para qualificação das ações de combate aos mosquitos transmissores das doenças Aedes aegypti e Aedes albopictus, o que inclui vigilância epidemiológica e o aprimoramento dos planos de contingência. A técnica do departamento de saúde da Associação Mineira de Municípios (AMM), Juliana Marinho, destaca a relevância desse auxílio: “Essa ação, juntamente com a colaboração e consciência da população, reforça as medidas para a eliminação dos criadouros de mosquitos”.

Do total repassado, R$ 121,8 milhões serão destinados às secretarias municipais de saúde e R$ 28,2 milhões às secretarias estaduais. O recurso adicional é exclusivo para ações contra dengue e chikungunya e será repassado em uma parcela única. O valor representa um subsídio de 12% do valor anual do Piso Fixo de Vigilância e Promoção da Saúde de R$ 1,25 bilhão.

Em contrapartida, os municípios precisam cumprir algumas metas como: disponibilizar quantitativo adequado de agentes de controle de endemias; garantir cobertura das visitas domiciliares pelos agentes; adotar mecanismos para a melhoria do trabalho de campo; realizar o LIRAa (Levantamento Rápido de Infestação por Aedes Aegypti) com ampla divulgação nos veículos de comunicação locais; notificar os casos graves suspeitos de dengue, entre outras ações.

LIRAa

Elaborado pelo Ministério da Saúde, em conjunto com estados e municípios, o Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), é considerado um instrumento fundamental para orientar as ações de controle da dengue, o que possibilita aos gestores locais de saúde anteciparem as ações de prevenção.

Até o momento, 1.824 municípios realizaram o levantamento, um crescimento de 26,8% em relação aos 1.438 municípios que realizaram a pesquisa no ano passado.

Ainda segundo dados do estudo, o panorama dos criadouros do mosquito varia entre as regiões. Na Região Sudeste, 56% dos focos está no depósito domiciliar.

Fonte: Ministério da Saúde

You may also like
Mobilização destina a sexta-feira como o dia de combate ao Aedes aegypti
Municípios terão mais recurso para contratar Agentes de Combate às Endemias
MP libera recursos para compra de repelentes para gestantes
Comissão aprova plano de trabalho para controle do Aedes aegypti