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Minas Gerais recebe 125 profissionais brasileiros do “Mais Médicos”

No dia 9 de outubro, 125 profissionais brasileiros formados no exterior, do programa “Mais Médicos”, começaram a atuar na atenção básica de 84 municípios de Minas Gerais. Os médicos fazem parte dos 1.400 brasileiros que aderiram ao último edital do projeto. Com esse reforço, somando também aqueles com diplomas do País, já são 8.316 brasileiros no programa, o que representa 45,6% do total. No Estado de Minas Gerais, 1.308 profissionais atuam pelo “Mais Médicos”.

Essa é a segunda fase do edital. A primeira foi voltada exclusivamente aos médicos brasileiros formados no País. Esses novos profissionais iniciam as atividades em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) nesta semana em cerca de 800 municípios de 25 estados e Distrito Federal, além de oito DSEIs. Juntos, eles devem cobrir região com 4,8 milhões de pessoas. Ao todo, foram 1.985 inscritos, mais de um candidato por vaga.

Durante o mês de setembro, os novos médicos passaram pelo módulo de acolhimento em Brasília (DF). Os profissionais participaram de oficinas educacionais sobre temas diversos, como legislação referente ao Sistema Único de Saúde (SUS), protocolos clínicos de atendimento do SUS, língua portuguesa e código de ética médica. Por fim, os intercambistas fizeram uma avaliação de conhecimento, necessária para a aprovação do profissional participante.

Mudanças

O programa foi renovado por mais três anos, houve reajuste no valor da bolsa dos médicos participantes e acréscimo de 10% nos auxílios moradia e alimentação de profissionais alocados em distritos indígenas, que passou de R$ 2.500 para R$ 2.750 mensais. Neste mês, o Ministério da Saúde por meio de portaria reajustou também em 10% o valor máximo e mínimo (varia conforme a localidade) repassados pelos municípios aos participantes para custeio de moradia e alimentação.

Criado em 2013, o “Programa Mais Médicos” ampliou à assistência na Atenção Básica fixando médicos nas regiões com carência de profissionais. O programa conta com 18.240 vagas em mais de quatro mil municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), levando assistência para 63 milhões de brasileiros.

Do total de médicos participantes, 47,1% são profissionais da cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), 45,6% brasileiros formados no Brasil ou no exterior e 4,16% são intercambistas estrangeiros. As demais vagas serão abertas para reposição.

Desde novembro de 2016, o Ministério da Saúde está abrindo oportunidades para a substituição de médicos da cooperação com a OPAS. Foi feito um levantamento para ver quais cidades atendidas por profissionais cubanos poderiam atrair brasileiros. A expectativa é conseguir quatro mil substituições em três anos, tornando a iniciativa autossuficiente. Até o momento, mais de 1.000 postos foram substituídos por brasileiros.

Mais informações aqui e com a assessora do departamento de Saúde da AMM, Juliana Marinho, pelo telefone (31) 2125-2433.

Com informações da Agência Saúde.

Publicado em 16 de outubro de 2017.