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Durante Marcha a Brasília, presidente da AMM fala da atitude do gestor municipal diante da crise política nacional

O presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Pará de Minas, Antônio Júlio, juntamente com outros prefeitos mineiros, participaram do segundo dia da XIX Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, para discutir em cenário nacional questões referentes aos desafios de final do mandato e a crise financeira dos municípios.

Na plenária “Ações frente à crise”, os presidentes das entidades estaduais subiram ao palco na tarde desta terça-feira, 10 de maio, para falar das ações frente à crise em cada estado. Antônio Júlio participou ativamente e criticou a atual distância que existe entre o governo federal e os Entes Federados. Na sua visão, é difícil falar em mudança sem que haja maior integração entre as partes. “Precisamos levar para os nossos parlamentares as nossas demandas, ter um diálogo político com eles. Não pode ser apenas para tratar de emendas”, destacou.

Antônio Júlio também fez uma dura crítica ao Ministério Público. “Não vejo uma manifestação contra o Ministério Público, que hoje judicializa todas as ações dos prefeitos, inclusive as políticas públicas, querendo exigir que os prefeitos cumpram aquilo sem ter os recursos necessários”. Segundo ele, o  MP é hoje muito mais problemático do que o próprio Congresso Nacional. “Os  prefeitos precisam se unir e não aceitar o que está acontecendo”.

As discussões do 33º Congresso Mineiro de Municípios, realizado entre os dias 3 e 5 de maio foram citadas pelo presidente da AMM. “ Lá levantamos essa situação, da criminalização da classe política, da judicialização, e não só da saúde. Porque os absurdos que estão acontecendo, enfrentamos calados ao invés de enfrentarmos o Ministério Público”.

A plenária foi coordenada pelo vice-presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Glademir Aroldi. Ele lembrou que, sem o apoio do Congresso Nacional, é impossível qualquer avanço na pauta municipalista. “Os parlamentares prometeram uma semana dedicada à votação de matérias de interesse dos Municípios. Porém, essa reivindicação não foi atendida ainda, em virtude da atual conjuntura política do País. Se nós não pressionarmos o Senado e a Câmara, não teremos êxito na nossa batalha”.

 

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