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Consórcio Intermunicipal busca apoio para melhor gestão dos resíduos sólidos

A gestão integrada intermunicipal tem sido uma alternativa para que as cidades consigam se adequar ao Plano de Resíduos Sólidos. Para garantir a eficácia, o Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba – CIDES buscou apoio da Fundação de Apoio Universitário – FAU, em Uberlândia, para elaboração de um plano intermunicipal de gerenciamento de resíduos sólidos que atenda às necessidades da população e não agrida o meio ambiente.

De acordo com o cronograma, a previsão é de seis meses para elaboração deste plano. O conteúdo deve privilegiar a destinação correta de cada resíduo gerado nos municípios consorciados conforme sua especificidade de cada um deles. Ou seja, entulhos da construção civil, volumosos como móveis inservíveis, resíduos perigosos como pilhas e baterias, pneus, passam a contar com tratamento diferenciado recebendo a destinação correta.

O presidente do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba – CIDES e prefeito de Ituiutaba, Luiz Pedro Correa do Carmo, disse que vê este termo de intenção de parceria com a UFU como o início de um trabalho para solucionar demandas com as quais os municípios buscam soluções há anos.

“Agora os municípios já veem uma luz no fim do túnel. O que hoje é um transtorno para em breve pode ser a solução para muitas cidades. Hoje temos dificuldade na extração de cascalho, por questões ambientais. Mas precisamos dele para deixar nossas estradas vicinais transitáveis em períodos de chuva, e num futuro próximo alguns resíduos sólidos, como restos da construção, poderão até ser transformados em matéria que substitui o cascalho. Então o que a gente vivencia é uma reversão, do que hoje é um problema, em importantes soluções’, concluiu Luiz Pedro.

A FAU presta apoio à consecução de atividades de ensino pesquisa e extensão, proporcionando o desenvolvimento científico e tecnológico da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).A professora da UFU, Ângela Maria Soares, destacou que um dos pontos importantes do projeto será a participação da comunidade de cada cidade envolvida. “Este é um plano que envolve mudanças de hábitos, costumes e atitudes. Então a participação popular é um ponto central. A universidade irá coordenar e gerenciar as ações, mas as respostas vem da comunidade”.

Para isso estão previstas a realização de reuniões periódicas nos municípios, bem como audiências públicas e ações de educação ambiental envolvendo os cidadãos de forma efetiva.