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Com um número assustador nos dias atuais, o câncer de mama é o tipo de câncer que mais mata mulheres no mundo, os dados são da Organização Mundial da Saúde. Sem dúvidas, esse é o tipo de câncer mais temido entre as mulheres, devido a grande quantidade de casos da doença, os efeitos psicológicos em relação à própria sexualidade e à sua relação com imagem pessoal da paciente.

De acordo com os dados do Ministério da Saúde, o câncer de mama é a segunda causa de morte entre mulheres. Ele é causado pela multiplicação anormal das células da mama, que causam o tumor. Contudo, quando há a descoberta no início a doença tem cura. Em nota, o Ministério da Saúde diz que aumentou os recursos para oncologia em 37% no último ano em relação a 2010. Neste período o número de quimioterapias e radioterapias cresceu 21%, afirma.

A consultora de Saúde da AMM-MG, Juliana Colen, ressalta que uma das grandes dificuldades enfrentadas no combate à doença ainda é a falta de informação. O Câncer, além de ser uma doença que prejudica fisicamente as pessoas causa, ainda, problemas psicológicos, por isso, algumas pessoas não realizam os exames por medo de encontrar algo que já suspeitam. Para a consultora, a estratégia de classificar os estágios da doença é importante para agilizar o início de tratamento da mulher e aumentar a sua cura ou sobrevida. Por isso, a importância das campanhas e ações feitas em outubro.

O mês é marcado por ações do Ministério da Saúde e de órgãos e entidades que se unem para intensificar os esforços para conscientizar e incentivar a descoberta precoce do câncer de mama. Este período é dedicado a reflexões e ações sobre o tema, além de mostrar as conquistas e os desafios que ainda precisam ser enfrentados na luta contra esse vilão que ainda é a quinta maior causa de mortalidade do mundo.

O Outubro Rosa foi criado no início da década de 90, época em que o laço cor-de-rosa, símbolo da prevenção ao câncer de mama, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York (EUA). O governo brasileiro, por meio do Instituto Nacional de Câncer (INCA), passou a integrar a mobilização do outubro rosa a partir de 2010.

Para acelerar o tratamento do câncer a lei 12.732/12, conhecida como Lei dos 60 dias, garante aos pacientes o início do tratamento em no máximo 60 dias após a inclusão da doença em seu prontuário, no Sistema Único de Saúde. O prazo máximo vale para que o paciente passe por uma cirurgia ou inicie sessões de quimioterapia ou radioterapia.