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Candidatos ao Governo de Minas participam de encontro com prefeitos mineiros

Os candidatos ao Governo de Minas participaram nessa terça-feira (2/9) de uma reunião com prefeitos das cidades pólos de Minas Gerais. O evento promovido pela Frente Mineira de Prefeitos teve apoio da Associação Mineira de Municípios e reuniu cerca de 30 gestores municipais na sede da AMM em Belo Horizonte. Estiveram presentes os candidatos Pimenta da Veiga e Tarcísio Delgado. O candidato Fernando Pimentel não compareceu ao encontro.

De acordo com o presidente da Frente e prefeito de Divinópolis, Vladimir Azevedo, a reunião foi uma oportunidade para que os candidatos conheçam as principais demandas das cidades mineiras. “Queremos debater pontos importantes como mobilidade urbana, saúde, educação e outros temas que envolvem os municípios”, explicou.

Para o presidente da AMM e prefeito de Barbacena, na reunião os candidatos conheceram a realidade das várias regiões do Estado. “A iniciativa da Frente foi muito importante para promover o diálogo entre os futuros governantes e os gestores que estão na administração das cidades mineiras, vivendo dia a dia os problemas”, afirmou.

 

Candidatos

Primeiro candidato a se pronunciar, Tarcísio Delgado, disse que sempre apoiou o movimento municipalista, já que durante anos foi prefeito de Juiz de Fora. “Sou municipalista histórico e defendo a tese de que só teremos democracia no Brasil quando resolvermos os problemas dos municípios”, disse. O candidato defende em seu Plano de Governo uma reforma política, com objetivo de descentralizar os recursos, que hoje estão concentrados na União. “Sabemos que se o município tem capacidade e conhece os problemas da população de perto, são os gestores municipais que estão aptos a resolvê-los”, confessou.

O ex-prefeito, deu exemplos do que pretende fazer ao governar o Estado. “Quando administrei a prefeitura de Juiz de Fora fomos bem austeros na política, reduzindo os gastos públicos e investindo mais em saúde e educação. A proposta é fazer uma melhor gestão do bolo do orçamento que é muito grande e que precisa ser ordenado com eficiência”, afirmou. O candidato também pontuou que a educação é a maior das suas prioridades. “A educação é a mestra das soluções”, concluiu.

Já Pimenta da Veiga aproveitou o momento e falou de uma das suas principais propostas para o governo: a regionalização. “Minas é um estado enorme, precisamos reconhecer que as necessidades de cada região são diferentes, por isso a importância de atender e ouvir as principais demandas de cada cidade”, explicou. O candidato falou da proposta de criar órgãos em várias partes do Estado, para estar mais perto dos problemas e das soluções. Ele citou como exemplo a questão da saúde, já que muitas pessoas do interior ainda se deslocam quilômetros para buscar atendimento na capital. “A população não precisava vir a BH, viajar longas distâncias para uma consulta médica. Esse serviço precisa estar à disposição perto de suas cidades”. afirmou.

O candidato também defendeu um novo Pacto Federativo, com objetivo de melhorar a distribuição dos recursos. “As ações políticas devem ser desenvolvidas pelos prefeitos e municípios e não ficar na mão do governo federal que hoje controla a maior parte dos recursos financeiros”, destacou. Ele defendeu a mudança da atual divisão que coloca a União com  2/3 dos recursos, enquanto Estado e municípios ficam com apenas 1/3.

Os prefeitos também tiveram a oportunidade de questionar os candidatos sobre os principais problemas de seus municípios que precisam de uma resolução imediata. O prefeito de Ubá, Edvaldo Baião,  falou das dificuldades que segundo ele também abrange outras cidades. “Um dos meus principais problemas é administrar as várias responsabilidades que caem sobre a prefeitura. Existem demandas que são do Estado e União que acabam sendo resolvidas pelos prefeitos, como transporte escolar e medicamentos”, afirmou. O prefeito de Passos, Ademir José da Silva questionou os candidatos sobre o repasse dos impostos. “Queremos saber se ao assumirem o Governo os candidatos estão mesmo dispostos a aumentar a cota do ICMS para os municípios e buscar um novo Pacto Federativo”, indagou.