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Audiência pública debate preconceito, a violência obstétrica e aborto

A violência obstétrica, a criminalização do aborto e o preconceito contra lésbicas e transexuais dominaram as discussões na audiência pública promovida pela Comissão Extraordinária das Mulheres da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no dia 21 de setembro, sobre os direitos sexuais e reprodutivos dessa parcela da população.

Os representantes do departamento de assistência social da AMM participaram da audiência, que citou o exercício abusivo de autoridade sobre o corpo da mulher em grande parte dos procedimentos obstétricos no País.

A Presidente da Comissão Extraordinária das Mulheres, Deputada Marília Campos, iniciou a sessão lembrando da emenda do Deputado Federal Jorge Mudalem, com vias a alterar o aborto legal, de modo a restringi-lo; criticou o movimento “Escola sem Partido”,  que em sua visão amordaçaria o debate em sala de aula e protestou contra a domesticação das mulheres e contra aqueles (as) que rechaçam a ideologia de gênero.

Conforme pesquisas do Ministério da Saúde e da Fundação Perseu Abramo, cerca de 25% das mulheres ouvidas relataram já ter sofrido violência obstétrica, caracterizada por agressões físicas e psicológicas durante o parto, como procedimentos não consentidos ou não recomendados, falta de privacidade e humilhação da gestante.

No evento, foi abordada, também, a falta de políticas públicas para a população lésbica, além da carência de medidas e instrumentos para o controle de DSTs, que costumam ser ignoradas em diretrizes para a prevenção de doenças sexuais, conforme relatou.

Mais informações com a equipe do departamento de Assistência Social da AMM pelos telefones (31) 2125-2433, (31) 2125-2437 e (31) 2125-2462.

Publicado em 27 de setembro de 2017.